Encontros fora da Unesp, as trocas inesquecíveis.

Desde o começo do semestre, agendamos vários encontros com todos os intercambistas.

Reuniões para cozinhar, as festas da universidade, e até participações dos estrangeiros em algumas aulas de espanhol que eu dou para um grupo da terceira idade de Bauru. Percebi que devagar, todos nós mergulhamos em um mar de diferentes culturas e sabores, sem falar dos saberes que aprendemos uns com os outros.

Nunca imaginei que provaria uma torta da Finlândia, nem que na Argentina também se comesse o Arroz Doce. Também experimentamos um prato chamado Papas Alemanas, feitas por um mexicano. E para beber, Oscar, o mexicano que estava sempre sorrindo nos trouxe uma tequila, ensinando os rituais que envolvem o momento de tomar a bebida. Do Brasil nós levamos sobremesas tradicionais, paçoquinha, pé-de-moleque e tapioca de côco com leite condensado. Muitos experimentaram esses doces pela primeira vez, e adoraram.

            Em um desses dias, fomos no Skinão, lugar obrigatório de se conhecer na cidade, onde todos puderam provar pela primeira vez o tradicional Bauru.

Eu tenho uma gratidão enorme à muitos desses estudantes, que se dispuseram a participar das aulas com a terceira idade. Desses momentos nasceu, ainda que rápida, uma amizade entre eles e os senhores e senhoras da UATI.

No primeiro momento, o Gerry, mexicano da região central do país esteve presente na UATI, contanto para todos sobre a cultura do seu país. Ele apresentou vídeos do ballet folclórico mexicano, e aclarou para todos o que é a diversidade e riqueza da cultura do México muito além da conhecida culinária.

A segunda participação foi do Javi, argentino de Córdoba que participou da nossa aula de degustação de vinho na Adega Garrafeira. Ele pode mostrar para todos presentes um pouco da música argentina e latino americana. Desde os clássicos tangos de Gardel, até as novas músicas populares do país, passando também por clássicos do grupo mexicano Maná, do uruguaio Jorge Drexler e muito mais.

Bastou esse dia para que todos os alunos da terceira idade pedissem a cada aula a presença de um desses jovens.

Carlos, estudante espanhol de engenharia também esteve presente em duas aulas, porque uma não foi suficiente, e a curiosidade de todos os alunos para saber mais sobre a Espanha, a crise, e o simples escutar do sotaque de alguém da Espanha fez com ele tivesse que voltar.

E aí não pararm de surgir convites para que a integração fosse ainda maior.

A linda dona Elza, nos levou para dentro de sua casa e ofereceu para todos os estudantes uma feijoada feita por ela mesmo. E, por incrível que pareça, já no final do semestre, havia muitos que ainda não tinham experimentado o prato mais famoso da culinária brasileia. Assim, o fizeram em grande estilo e com todo o capricho que uma avó faria para seus netos.

Também organizamos uma “Cena Mexicana” no restaurante Taco Cabana. A ideia inicial era apresentar aos alunos da aula de espanhol um pouco mais da culinária do México. E o resultado foi lindo. Oscar e Gerry, nossos dois representantes do país explicaram muito sobre a comida e também sobre algumas danças típicas. O bonito desse dia, foi que todos os intercambistas interagiram de algum modo com a terceira idade. A Heini da Finlândia, a Laura da Espanha, a Yendry da Costa Rica e é claro, os mexicanos.

     Por esse e por todos os outros motivos, eu só tenho a agradecer a vocês, pela experiência que proporcionaram para todas essas pessoas. E eu o mais importante que tenho a dizer é que eles se lembram de cada um de vocês com muito, MUITO carinho mesmo!

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