Coisas da nossa infância e o brigadeiro

Outro dia na aula, o Nando Araújo (muito popularmente conhecido como Mola) trouxe ao grupo uma temática muito interessante, que nunca tinha passado pela minha cabeça abordar: a infância no Brasil.

Eu no momento em que ele me sugeriu se poderia participar dando essa contribuição, achei incrível contar um pouco para tantas pessoas de países diferentes o que nós (a maioria que viveu os loucos anos 90) fazíamos, os desenhos animados, as brincadeiras de roda, jogar taco, na rua com a turma amarelinha e tantas outras coisas que preencheram aqueles anos invesquecíveis. (ainda que pareça nostalgico, não tenho certeza se a geração de agora vive tão intensamente esse tipo de coisa, talvez haja tecnologia em excesso, o que na minha opinião pode bloquear um pouco a criatividade e a vontade de se sujar no quintal, na rua ou em qualquer outro lugar).

O Mola, com seu jeito divertido e bem humorado apresentou vídeos e músicas daquela época. Desde a Xuxa (conhecida por todos os latino americanos presentes na sala), passando pela TV Colosso (que parece estar voltando! :D), o Castelo Rá-Tim-Bum e muito mais.

Mas, o que eu achei mais interessante da apresentação, foi ele lembrar de citar como são as festas de aniversário por aqui. Os salgadinho, o bexigão, os docinhos e é claro da tamanha importância do BRIGADEIRO!

Ai, outra surpresa: muitos ainda não tinham experimentado esse quitute fácl de preparar, que encanta a todos que comem, e essencial não apenas em festas de crianças, mas em qualquer momento em que uma sobremesa se faça necessária.

Por isso, quero contar pra vocês um pouco mais sobre a história do Brigadeiro (e segue abaixo uma receitinha, pra que todos possam aprender a fazer)

Acredita-se que ele tenha sido inventado na década de 20 ou 30, com a chegada do ingrediente principal: o leite condensado. Mas, foi perto do ano 1945 que ele se popularizou com o nome que se conhece hoje, por conta da campanha eleitoral do candidato Brigadeiro Eduardo Gomes disputou com Eurico Gaspar Dutra a presidência da República, sendo derrotado nas urnas.

Gomes tinha o slogan “Vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro” ganhando o coração das moças na época, que preparavam negrinhos em casa e os vendiam nas ruas com o nome de brigadeiro, fazendo alusão e Gomes e destinando o dinheiro da venda ao fundo de campanha. E em pouco tempo o nome pegou e se espalhou pelo país.

Independente de como ele surgiu, o que importa mais é saber fazê-lo. Aliás, é fácil de prepar, e acompanha bem qualquer ocasião (principalmenete aniversários)

Essa é a receita pra fazer enroladinho – mas dá pra simplesmente  “comer de colher” como falamos aqui.

Ingredientes

1 lata de leite condensado
1/2 medida de lata de leite
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 xícaras (chá) de chocolate granulado
40 forminhas de brigadeiro

Modo de Preparo

1. Com um pincel, unte um prato com um pouco de manteiga. Reserve.

2. Separe as forminhas umas das outras com cuidado e disponha numa travessa pequena. Reserve.

3. Numa panela, misture o leite e o chocolate em pó. Leve ao fogo baixo e mexa bem, até dissolver o chocolate.

4. Junte o leite condensado, a manteiga e, quando ferver, calcule 15 minutos cozinhando, sem parar de mexer, ou até aparecer o fundo da panela. Retire a panela do fogo e transfira o brigadeiro para o prato untado. Deixe esfriar.

5. Numa tigelinha, coloque o chocolate granulado e deixe ao lado do prato com a massa de brigadeiro.

6. Espalhe um pouco de manteiga na palma das mãos e, com a ajuda de 1 colher de chá, faça bolinhas de 2,5 cm. Passe as bolinhas pela tigelinha com o chocolate granulado, envolvendo cada uma muito bem. Em seguida, coloque as bolinhas nas forminhas. Sirva a seguir.

Fonte: Panelinha- panelinha.ig.com.br/

Omelete à brasileira

Ele existe em diversos países e cada um com seu modo de fazer. Não se trata de um prato originalmente brasileiro, mas é algo muito consumido por aqui. Ou melhor dizendo, um prato que ganhou o toque “abrasileirado” e caiu no gosto do povo.

Aqui há dicionários que registram essa palavra como um substantivo masculino. Outros consideram os dois gêneros.  A omelete e o omelete. Bom, isso não importa. O que vale mesmo é aprender a fazer um prato simples e gostoso, podendo ser adaptado ao seu gosto e com ingredientes que você provavelmente encontrará no seu país.

Essa receita foi feita por uma das meninas que moram comigo. Há quem diga que na vida universitária não se come bem, ou então que a alimentação fica em segundo plano. Mas, isso é uma coisa que não acontece na minha república. Ao contrário, precisamos às vezes parar de cozinhar e consequentemente de comer os pratos que fazemos.

Paula Machado é fotógrafa e jornalista. Ela mora comigo aqui em Bauru. Ama cozinhar e fazer receitas impossíveis de parar de comer. Na verdade esse é um sério problema de quase todas as meninas da minha casa.

Ingredientes

3 ovos

3 colheres de sopa de leite

Sal e pimenta do reino a gosto

1 punhado de brócolis ou tomate cereja

Presunto e queijo fatiado (opcional)

Modo de Preparo

Em uma tigela quebre os ovos, adicione a água ou o leite e misture bem com o garfo. Tempere com o sal e com a pimenta do reino como preferir.

Leve uma frigideira com antiaderente em fogo médio. Assim que aquecer, coloque a manteiga e deixe derreter. Faça movimentos de vai e vem para que a manteiga se espalhe por toda a superfície.

Coloque os ovos e com a espátula vá empurre-os para o centro da frigideira. Isso faz com que eles fiquem mais macios e com uma borda de igual proporção. Repita esse processo até que o ovo não escorra mais para as pontas.

Quando não houver mais liquido, é a hora de colocar o recheio de sua preferencia. No caso do brócolis com presunto e queijo, é interessante mantê-lo mais um pouco em fogo baixo para que o queijo derreta dando um sabor especial.