Yuna, a história do nosso parto

Segue o relato da minha experiência com o parto da Yuna. Espero que essa história possa reverberar nas mulheres  que buscam o parto humanizado como a porta de entrada para o imenso (e intenso) mundo da maternidade.

Onde o nosso parto começou?

A notícia da minha gravidez demorou pra ser contada, esperamos aqueles três primeiros meses passar para compartilhar a notícia com família e amigos. Ainda que, algumas amigas próximas olharam para minha cara e jeito e adivinharam a gestação. Foram elas também que indicaram a equipe que acabamos por escolher para o parto da nossa bebê. Desde o começo escolhemos que o parto seria em casa, e a equipe Omane foi a mais recomendada por essas amigas.  As enfermeiras obstetras nos passaram a segurança que precisávamos para topar a empreitada e enfrentar tudo que viria depois dessa escolha. Durante meses frequentamos as consultas de pré-natal com palestras sobre o parto, nascimento, puerpério, e muitos outros temas que nos fizeram dia-a-dia mais seguros e preparados para o universo incerto que teríamos pela frente.

Os livros sobre parto brotaram em nossas mãos e deixei qualquer outra leitura de lado nesses tempos. Lemos muitas coisas, ouvi relatos de partos e tentei filtrar o que cabia a mim ou não. Afinal, saber separar cada uma das histórias e construir a nossa própria trajetória é fundamental nessa hora. Aprendi a dizer nãos mais vezes e entender que parir é um processo mais mental do que físico. No começo até quis me obrigar a fazer exercícios que não faziam parte da minha rotina. Só depois entendi (com a ajuda das palestras) que o que o meu corpo fazia, as pedaladas e demais atividades já cumpriam a parte de me ajudar em todo esse processo. Aos poucos fui entendendo que não havia manual, o que há sim era uma necessidade profunda de conexão entre eu, meu bebê e meu companheiro. E que era essa sintonia que seria fundamental para esse dia.

Com doula

O tempo realmente voa durante a gravidez, e ao mesmo tempo em que começamos a programar os chás de bebê – no mês de setembro – já no oitavo mês sentimos que a presença de uma doula seria também fundamental, já que se tratava do meu primeiro parto. Anna Gallafrio apareceu e coube em nosso momento, compreendendo também o que eu buscava. Sua presença no cotidiano do nosso grupo de teatro fez com que eu entendesse que essa função estava totalmente ligada também a intimidade e a capacidade de fazer com que eu me sentisse à vontade. A doula, ao meu ver, precisava ser alguém com quem eu pudesse me expressar de toda e qualquer forma,  para que esse momento de abertura e nascimento pudesse acontecer.  Nesse curto caminho até a chegada da Yuna, em uma carona de volta pra SP, recebemos dela o presente de dar carona para Dominique Sakoilsky, autora do livro “Os Sete Segredos do Parto”.  E, durante nossa volta pra Ubatuba pudemos aprender um pouco mais com elas sobre todo esse movimento do nascer. O livro também foi fundamental pra me ensinar mais sobre as mudanças que estavam pra acontecer na nossa vida e, sobretudo, no meu corpo. Agradeço a essas duas doulas que trabalharam física e espiritualmente para que o nosso parto acontecesse.

A virada de setembro pra outubro

O começo de outubro anunciou pra gente a chegada da 37ª semana de gestação. Eu comecei a sentir nosso bebê surpresa cada vez mais perto e meu corpo começava a dar sinais de que o parto não demoraria. Ainda que entender o tempo do bebê, do corpo grávido e de tudo que vem junto com uma gestação e com o parir, fosse pra mim a maior de todas as missões desse processo. Eu, consciente da minha ansiedade que chega a ser sobrenatural, tomei a gravidez como propósito pra entender outros tempos, ouvindo cada movimento e mudança do corpo e sentindo o estado de graça que é gerar um bebê dentro da gente (sabendo cada pedaço também das “dores e delícias” de estar nesse corpo par).

No fim de setembro, ouvimos que a impressão passada pela nossa pequena era de que sua chegada não tardaria. Olhamos as luas, dia 5 virava a cheia e 19 a nova. Comecei a sentir pródromos desde o  final de setembro, durante a madrugada uma contração ou outra vinha preparando o corpo. Tive diarreia dia ou outro, vomitei revivendo a sensação dos enjoos no começo da gravidez. O corpo começava uma limpeza para o dia que mais esperamos neste ano.  A cada dia que passava eu ia jogando as expectativas mais pra longe, ouvindo os conselhos das parteiras e doulas, deixando as águas e as luas rolarem.

A lua cheia chegou e nosso bebê continuou em silêncio esperando sua hora. Algumas contrações aleatórias e eu controlando a ansiedade e a vontade de comer doces – para tentar ajudar os estímulos hormonais do meu corpo. Comecei a perceber que, quanto mais o tempo passava, mais as pessoas também iam ficando ansiosas, me perguntando pra quando, reparando o tamanho da barriga (tem certeza que não são 2? – você ainda consegue se movimentar assim? Quando você vai parar de trabalhar? Como vc fez o enxoval sem saber o sexo? ) E muitas outras coisas que ora me faziam rir ou me deixavam mais sensível e apreensiva.  Decidi passar o contato do Veni para as amigas próximas e que a partir do começo de outubro me desligaria mais das redes sociais e eu precisava disso pra lidar comigo e com a chegada do nosso bebê.

Senti sobre os trabalhos que iria até onde me sentisse bem e respeitada, e estava tudo tranquilo nesse começo de mês. No fim de semana anterior ao parto ajudei na organização de um evento, apresentamos uma peça de teatro e os dias foram seguindo. O começo da semana trouxe de novo a rotina e na segunda-feira fui trabalhar normalmente.

O parto

Terça de manhã (dia 10 de outubro) eu e Ana Bia apresentamos o Abayomi Encantado numa escola no Taquaral (contação de histórias). Voltei pra casa e cochilei profundamente por quase duas horas. Segui para o trabalho da terça, no projeto Namaskar. Saí de lá, fui pagar o aluguel no banco, passei comprar sabonetes para o bebê e fui até o Gaiato buscar o Veni. Voltamos pra casa juntos falando sobre as eliminatórias da Copa do Mundo e com vontade de ver o que ia acontecer.  Tomamos banho e ficamos junto. Tivemos um momento de amor e de casal (nos despedindo sem saber também) E em seguida fomos  ouvir o jogo do Brasil.

Vesti o pijama como alguém que mais uma noite se prepara para dormir. Resolvi comer uma salada de rúcula com queijo branco, pasta de amendoim e de girassol. Talvez meu corpo já estivesse pedindo alguma energia pra noite sem saber que noite seria aquela. Fui até o quarto e o Veni empolgado que o Peru iria pra repescagem, falou com o bebê, lembrando que ele tinha sido concebido no Peru e que por isso estávamos nessa torcida.

Eu estava deitada na cama, levantei para ir ao banheiro e ao levantar senti um liquido jorrando pelas pernas. Na hora pensei, foi a bolsa. Falei com Veni e ele mandou mensagem no nosso grupo de plantão com as parteiras e doula. O líquido jorrou mais umas duas vezes, olhei, era transparente e não era xixi. A bolsa havia estourado. Isso era perto das 22h30. Mas, até então, assim como aprendemos, depois de estourar a bolsa  o trabalho de parto pode demorar pra chegar e ficamos “aparentemente calmos”.  Não passou cinco minutos e veio a primeira contração. Já tínhamos baixado no celular do futuro pai, um aplicativo de contar contrações justamente pra esse momento. Ele começou a computar. E eu comecei a varrer a casa, a arrumar coisas, anotar o que eu queria para o parto, acendi velas, rezei. Andamos os dois pela casa, cada um na sua função. Outra, mais uma, várias, mas de intensidade média. Veni foi marcando. Pela frequência pensamos que estávamos talvez no período latente. Mas já? Tudo assim seguido? Assim sem avisar elas foram chegando, uma a uma, as contrações.

Moramos com mais um casal de amigos e nesse dia a casa estava sozinha. Acredito que a bebê queria que fosse assim, só nós dois, vivendo essa história muito singular na vida de ambos. Tínhamos pedido e já planejado que Ana Bia e Júlia estivessem no dia do parto. Ana Bia tinha ido pra SP na mesma tarde numa missão família muito importante. Veni mandou mensagem pra Julia e ela estava em Paraty. Na hora rimos da nossa própria sorte pensando que nossa equipe estava toda deslocada, rs. Ninguém estava contando que Yuna nasceria nesse dia. Mas Julia chegou em casa a tempo, perto de meia noite, trazida pelo anjo Gabriel em sua moto. Sentimos que foi fundamental mais alguém na casa que pudesse ajudar nas logísticas da água e tudo mais. isso fez com que o foco do Veni estivesse somente no meu parto.

Num dos áudios com a doula eu pedi pra que trouxesse comida, afinal a gente não sabia  quantas horas ficaríamos em trabalho de parto.  23h30 pedimos para ela vir. 23h50 Veni mandou a primeira contagem das contrações no grupo do plantão do nosso parto – a recomendação da Endi foi fazer a contagem durante o período de uma hora. Ela viu a contagem e nos avisou que já estava a caminho. 00h50 Endi chegou.

Peguei a bola de pilates e fui pro chuveiro. Ainda conseguia cantar as músicas que tocavam no computador. Rodolfo Minari, Serena Assumpção, Juçara Marçal.  Todas as deusas em nossa companhia. A bola foi fundamental, ia me mexendo em cima dela, rebolando, virando, deitava e ia sentindo cada uma das contrações que chegavam. Anna chegou junto na respiração. Silencio, escuta. Veni ficava o tempo todo ali, segurava minhas mãos, fazia alguma massagem. Endi chegou e me abraçou e disse “Chegou o dia que você tanto esperou”. Frase que ecoou na minha cabeça durante todo o parto. Era o dia que eu mais esperei durante o ano todo de 2017. Desde que decidimos (lá no Peru ) que era o momento de tentar ter um bebê, todos os dias depois disso vieram junto com o pensamento do dia do parto. Fiquei pensando nisso por um tempo e me deu muita força pra aguentar aquela abertura. Eu quis, desejei, esperei e chegou. Aquele dia especial, dia de conhecer nosso bebê de uma outra forma. Acho que ela não imagina, mas essa frase foi um presente em meio às contrações que abriam meus ossos pra passagem da nossa pequena.  Julia também chegou e como um anjo sereno e ficou ali, sempre presente. É bom sentir a força das mulheres em volta da gente nessa hora. Sentia que todas pulsavam (em silêncio) junto comigo.

Sentia que ficavam mais fortes e frequentes. Respirar era fundamental, descansar no intervalo entre uma e outra. Às vezes eu olhava pra todos ali em volta sem entender muito – devia ser a partolândia que tanto falavam -. Acho que ainda no começo eu e Veni  cantamos a música “O Ovo” do Rodolfo Minari, – “ o ovo dentro ovo, tem um barulho querendo nascer, dele só vai sair passarinho, só vai sair vivo passarinho, se o ovo quebrar, se ele o ovo quebrar”.

 

Fiquei debruçada em cima da bola, gritava, vocalizando a abertura do meu corpo durante a contração. Sentia necessidade de soltar pela voz o que acontecia. Não tinha dimensão do tempo que passou nem nada assim. Não quis comer. lembro de chamar o bebê, “vem bebê, vem bebê”, na hora que elas chegavam e tentava pensar que a cada uma, o bebê estava mais perto. “vem bebê” era só o que eu pensava. Olhava pro Veni, pedi alguma vez pra mudar ou mexer na música de fundo. Não lembro o que falei. Vomitei algumas vezes, trouxeram um balde. Faz bem vomitar, é o corpo limpando. Anna lembrava da respiração. Respirar é tudo, eu pensava. E eu não largava da bola, ela e o chuveiro quente. Ora ou outra levantava, mexia as pernas na hora da contração.

O tempo foi passando até que eu  quis ir pra cama, senti cansaço, sono, sei la o que e pedi pra deitar. Essa mudança de lugar e de posição foi fundamental pro nosso nascimento. Algumas contrações na cama, tentando ficar de lado, e me veio uma vontade insuportável de fazer cocô (acho que fiz um pouco, mas não era isso). Mas era o momento dos puxos, como são chamados, o impulso que o nosso corpo faz para que o bebê nasça. Endi me recomendou ir para o chuveiro mesmo. Ela estava de luvas e eu não entendia nada. Mas já vai nascer?  Perguntou se eu queria a banqueta. A banqueta é pra hora do expulsivo eu pensei. Não sabia há quantas horas estávamos ali. Pode ser a banqueta podia ser uma boa. Sem saber que já estávamos quase. Olhei mais uma vez pro Veni, e ele com os olhos cheios de lagrima. Nessa hora a certeza que eu tinha era de que o bebê estava chegando. Agora era a hora de respirar, mas ainda doía, sentia o corpo todo se abrindo. Veio mais uma, de repente, um alívio, uma paz, bebê ainda não tinha saído, mas com certeza havia passado pela parte dos ossos e chegado bem embaixo, antes de coroar. Senti meu bebê ali dentro de mim, antes de vir e foi lindo. Eu acho que sorri, mas não lembro. Rs. Lembrava que não poderia fazer força, e o puxo vinha com tudo, querendo que eu fizesse. Só respira agora, disse a Endi. Mais uma. Já dava pra ver o cabelinho. Tentei colocar a mão, senti tudo aberto e um pouquinho da cabeça. Não sei se mais uma ou duas contrações e a cabeça veio, eu só respirando, Veni ali com as mãos para receber nossa filha. Mais uma e a bebê fez aquele giro maravilhoso com os ombros e veio de uma vez. Pai e filha se seguraram. Eu abri as mãos rindo sem parar e sem conseguir explicar o que estava acontecendo. Segurei a bebê e vi que era menina, enroladinha nas fraldas de pano, soltando gemidinhos.  Yuna chegou ao mundo. 2h50 da manhã no dia 11 de outubro de 2017. Cordão pulsou por vinte minutos, depois foi cortado pelo pai. Mais uns  40 minutos e a placenta nasceu. Fui tomar banho. Olhei no espelho, tudo ainda estranho, euforia, amor, alegria e uma sensação intensa de paz que irradiava. Tudo correu bem. Foi lindo. Ela chegou ao mundo no dia que se sentiu pronta e o parto aconteceu com todo amor que planejamos e pulsamos.  Sexto dia da lua cheia, quase na virada da minguante. O nome da bebê, que já tinha aparecido pra gente algumas vezes, foi dado enquanto brindamos essa chegada com suco de juçara  – preparado pela doula e batido com um pouco da nossa placenta.

4h30 eu mesma liguei pros meus pais para dar a notícia mais feliz da nossa vida (até hoje).

Gratidão imensa pela equipe maravilhosa que nos acompanhou, toda a força que recebemos semanalmente fez com que a chegada da nossa bebê fosse muito especial. Respeito, cuidado, amor, carinho e atenção. Agora consigo ter mais dimensão sobre o que é um parto humanizado em todos os sentidos da palavra.  Demorei pra conseguir escrever sobre, porque logo após o nascimento, há mergulhos profundos pelos quais estamos passando. Toda a transformação do nascimento ainda é algo que ecoa na minha cabeça recém-parida enquanto olho para essa bebê linda que chegou. Das muitas sensações únicas e às vezes não fáceis de ser mulher nesse mundo, com certeza a maternidade é um dos maiores e mais complexos estados que nos invadem.

Obrigada famílias e amigos lindos que pulsaram com a gente por essa chegada.

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Cia Fulô de Circo Teatro faz 8 anos de história e integra a programação da Convenção Paulista de Circo e do FePET Ubatuba

Fundada em Ubatuba no ano de 2009, A Cia Fulô Circo Teatro  foi criada com objetivo de aprofundar a pesquisa da palhaçaria clássica aliadas as técnicas circenses e teatro de animação. A companhia festeja esse momento histórico com uma trajetória repleta de intervenções e apresentações artísticas em diversos lugares. Acompanhe abaixo a programação imperdível dessa trupe.

Nesta semana, na quinta-feira, dia 12 de outubro, o espetáculo “Zé Gambiarra Circo Show”,  faz parte da programação do FePET Ubatuba – Festival de Pequenos Espaços Teatrais. A peça é aberta ao público de todas as idades – crianças grandes e pequenas – e acontece no Sobradão do Porto, às 17h

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Atualmente o grupo conta com os atores, palhaços e multiartistas Anderson Guiam (palhaço Zé Gambiarra) e Josylda Monterlim (palhaça Massaroca) e a pequena Jasmim (palhaça Murissoca), que irão levar o espetáculo “Zé Gambiarra Show” até a Convenção Paulista de Circo, que será realizada entre os dias 1 a 5 de novembro na cidade de Piracaia.

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Sobre a Cia Fulô de Cirto Teatro

A companhia busca referências da linguagem circense em eventos como as Convenções de Circo e Malabares no Brasil e por meio de oficinas que já foram realizadas com palhaços Brasileiros, como Ezio Magalhães (palhaço Zabobrim), Luciano Draetta (palhaço Surubim), Val de Caravalho (palhaça Xaveco), Jose de Vasconcelos (palhaço Xuxu), Rodrigo Robleño (palhaço Viralata) e Fernando Cavarozzi (palhaço Chacovachi)

Também já foram feitos intercâmbios com o grupo Los Circo Los de Campinas, Circo Artetude de Brasilia, Circo Navegador de São Sebastião em busca de inspiração para que o projeto nunca pare.

Entre em contato:

e-mail: andersonguiamcontato@gmail.com

Quilombo da Caçandoca recebe Espetáculo Banzo e oficina com Vanessa Soares no final de semana

Na próxima sexta e sábado, dias 13 e 14 de outubro, a comunidade quilombola da Caçandoca em Ubatuba irá receber o grupo AGÔ Performances Negras com o espetáculo Banzo e a oficina “Dança com P” com a coreógrafa Vanessa Soares. As atividades integram a programação da tradicional Festa da Padroeira que é realizada durante o feriado de outubro.

A oficina será realizada no dia 13 de outubro, às 16h. A sugestão de valor de contribuição é 15 reais e pode haver também contribuição voluntária para a oficineira.

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O espetáculo Banzo, apresenta uma contação de estória performática que através da legitimidade, valorização e conscientização da própria história, propõe diálogos e interações com o público de maneira a difundir uma arte negra contemporânea, com raízes e práticas afetivas e ancestrais por meio de fragmentos e imaginários negrxs.

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Sobre  a oficina:

Vanessa Soares, negra, dançarina, produtora, mãe e pesquisadora da ritmo afrobeat da Nigéria, costuma dizer que dança desde a barriga da sua mãe. Nasceu em São Paulo e em sua experiência já dançou em eventos como Fela Day em diversas cidades do Brasil, em Paris, no Felabration na Nigéria, realizou uma homenagem a Miriam Makeba, no Festival Latino Americano de Afrobeat em Buenos Aires e na cidade de Oshogbo/Osun/Nigéria. Sua oficina traz a simbologia das orixás: Yemanjá e Osun, e no Afrobeat trabalha a dança com pinturas corporais.

Conheça o grupo: 

Para saber mais ou entrar em contato com o grupo, acesse o link e veja informações, espetáculos, vídeos e demais trabalhos realizados.

e-mail: ago.performancesnegras@gmail.com