Célio Turino estará na Assembleia Cidadã da Cultura em Ubatuba nesta quarta!

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Ubatuba receberá o historiador, escritor e gestor de políticas públicas Célio Turino para um encontro com artistas, conselheiros, gestores, técnicos e demais interessados na área cultural.  A Assembleia Cidadã da Cultura é uma iniciativa da FundArt e do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC). O formato do evento proporcionará ao público conhecer um  pouco mais do cenário cultural atual e a importância da participação cidadã por meio dos conselhos municipais.

A Assembleia Cidadã da Cultura acontece na próxima quarta-feira, dia 29 de março, a partir das 18h no Auditório da Unitau – Campus Ubatuba, localizado na Avenida Castro Alves, 392 – Itaguá, Ubatuba-SP.

Confira a programação:

18h – Palestra “A importância dos Conselhos Municipais de Cultura” com Célio Turino.

20h – Roda de conversa sobre Cultura e Cidadania – Participação de Aluízio Marino.

Conheça um pouco mais sobre os convidados:

Célio Turino

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Célio coordenou a criação dos Pontos de Cultura, que originaram o programa Cultura Viva, iniciativas culturais que viraram referência, sendo implantadas e adaptadas em diversos países. Em 2015 foi convidado pela Academia de Ciências do Vaticano para ministrar a Conferência de abertura no tema “Cultura, Educação e Emancipação” durante o Congresso Mundial do programa “Scholas Ocurrentes” (Escolas do Encontro) a ser lançado pelo Papa Francisco, com o objetivo de envolver 60 milhões de jovens em todo o mundo. Autor e organizador de livros e ensaios, entre os quais: NA TRILHA DE MACUNAÍMA – ócio e trabalho na cidade (ed. SENAC, 2005) e PONTO DE CULTURA, o Brasil de baixo pra cima (Ed. Anita Garibaldi, 2009), tem se dedicado atualmente ao lançamento de seu próximo livro no qual aborda experiências de cultura e cidadania para profundas transformações sociais na América Latina. Também atua como colunista da Revista Fórum.

Acesse: http://www.celioturino.com.br/

Aluízio Marino

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Aluízio Marino é mestre e doutorando em Planejamento e Gestão do Território pela Universidade Federal do ABC. Especialista em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação (CELACC). Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador e militante da cultura, colabora com o Movimento Cultural das Periferias, o Fórum de Cultura da Zona Leste e com a gestão compartilhada do espaço São Mateus em Movimento. Educador social, realizou formações no Brasil e outros países dá América Latina, com temáticas como: cultura e território, cartografia social, gestão de projetos e cultura digital. Consultor, realizou trabalhos com organizações como a UNESCO e a Prefeitura de São Paulo.

SERVIÇO
Assembleia Cidadã da Cultura
Data: 29 de março (quarta-feira)
Horário: 18h às 22h
Local: Auditório Unitau – Campus Ubatuba, localizada na Avenida Castro Alves, 392 – Itaguá, Ubatuba-SP.
Entrada Gratuita

Fonte: FundArt

Barbeiragem: muito mais entre as mãos do condutor e a arte na cabeça

O projeto que será ativado a partir do próximo final de semana no Festival no Rio de Janeiro, relata o cotidiano de Gessica Justino e sua relação com seus barbeiros na favela da Mangueira.

Em um país de racismo e desigualdade, a luta das mulheres e homens negros por sobreviver é diária. Contar suas histórias, criar suas vidas e existir. Um drible aqui, uma barbeiragem acolá. Foi nesse contexto que a produtora e idealizadora Géssica Justino, na comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro, resolveu transformar em documentário a relação com seus barbeiros, profissão marginal e histórica dos homens negros dessa cidade, capaz de criar universo de valores que ultrapassam os fios e as navalhas.

“O Barbeiragem nasce da necessidade de documentar a relação de amizade e companheirismo que eu criei com Mineiro e Papinho, meus dois barbeiros, da favela da Mangueira”, conta Justino. “ As barbearias das favelas são quintais,, são lares e quem chega pode se tratar de diversas formas, é como se fosse a família que eu escolhi viver”, completa. Segundo ela, além das milhares de histórias que se passam nesses locais, os barbeiros são verdadeiros artistas, que seguem resistindo numa sociedade que marginaliza e criminaliza os homens negros. “Eles fazem barbeiragens diárias para sobreviver”, pontua.

O documentário, tem roteiro e direção de Yasmin Thayná e contou com o apoio da Rider para sua realização. Clique no link abaixo e veja o teaser do que vem por aí!

“Mais do que falar dos barbeiros e da sua profissão, Barbeiragem é o conjunto que une uma experiência audiovisual e diversas ativações que falam da magia energética que pode existir em barbearias de favelas  e a relação deste universo com valores humanos que ultrapassam a relação comercial e estética”, destaca a criadora. Ela ressalta também que a barbearia se transforma no espaço de orientação, de conexão, de aprendizado, sonhos, de quebra de paradigmas e que o valor cultural e subjetivo que existe nestes espaços evidenciam as barbeiragens necessárias  para fazer a vida acontecer todos os dias. A idealizadora do projeto explica, sobretudo, que o foco central da história toda, é, mostrar, questionar e evidenciar o que esse homem negro fez e faz para se manter vivo dentro de espaços carregados de violência.

O projeto Barbeiragem será ativado no Festival #DapraFazer. A exibição acontece no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 25 de março e nos dias 1 e 8 de abril, na programação do “Cinemão” dentro do festival. Além da exibição do vídeo que será numa sala de espera, os presentes terão a alegria de encontrar e conhecer pessoalmente os dois barbeiros personagens do documentário estarão trabalhando para o público que tiver interesse nos serviços, e o pagamento será nos moldes “pague o quanto quiser”.

Com a palavra, os donos da navalha.

“O carinho e o convívio com as pessoas é o combustível para o meu dia a dia. Barbeiro tem que ser amigo, médico, psicólogo, tem que ser tudo”, conta Raimundo Nolasco, conhecido como Mineiro. O barbeiro de 30 anos de profissão relata o orgulho de poder compartilhar com o povo sua profissão e as peripécias desse ofício. “Tenho muito orgulho de fazer o trabalho que eu faço e acredito que o Barbeiragem veio pra somar, estamos felizes de fazer parte disso, aqui pra muita gente é morro, é favela, mas pra mim é um lugar muito digno de se morar, temos contatos com as pessoas, conversamos sobre as nossas vidas, nossos sonhos, tenho plena certeza de os sonhos de cada um aqui serão realizados.

“Eu, particularmente, pelo pouco que vi das filmagens, tenho muito orgulho de ter participado. Nunca havia participado de um projeto desse. A repercussão está sendo muito bacana e estou alegre, as pessoas têm comentado muito comigo aqui no salão. Tenho certeza que esse projeto vai ajudar muitos outros barbeiros a serem reconhecidos no mundo, pessoas que fazem ao vivo e a cores. Há muitos profissionais nessa área que são maravilhosos, são artistas e ninguém conhece”, relata o profissional que está ansioso para ver a versão final do documentário.

Fotos: Thásya Barbosa

Confira as datas das exibições do Barbeiragem na cidade do Rio de Janeiro. Acompanhe tudo sobre o projeto na página do Facebook.

18/03 – Centro RJ
25/03-  Madureira
01/04- Duque de Caxias
08/04- Recreio dos Bandeirantes

B A R B E I R A G E M

No caminho entre a palavra e a navalha, o toque e o assobio da escova no couro.

Minha cabeça é o guia.

O corre das linhas e o corre do dia.

Com a mente e o pêlo em sintonia.

Muito mais entre as mãos do condutor e a arte na cabeça, relações são geradas.

De cabeça em cabeça nossa rede, nossa troca de idéias.

Barbeiragem do ontem e de agora.

Desce o pente, corre a trilha.

Barbeiragem mostra o cotidiano da relação construída entre Gessica, Papinho e

Mineiro em duas barbearias da favela da Mangueira, no Rio de Janeiro.

Os barbeiros, Mineiro e Papinho, entre gambiarras, sem caminhos de rato e muita fé, acreditam, sempre, que dá pra fazer, e são as figuras chave nessa trajetória de encontro e cuidado.

Quais as barbeiragens necessárias para estar e se manter vivo?

A barbearia da comunidade vai além do corte, é lugar de encontro, acolhimento e

trocas, verdadeiro consultório do corpo e abrigo da alma. Onde se transforma vaidade

em penteado, história em ensinamento, vivência em confiança, conversa em amizade.

O respeito no toque, o som da máquina, a navalha desenhando geometrias entre

risadas. A bênção de séculos da profissão honrada e ressignificada

pela correria cotidiana. Fazer a cabeça vira arte.

Papinho e Mineiro são barbeiros autodidatas e sabem melhor que ninguém, que a cabeça é o guia. E de cabeça eles entendem.

Espelho. Sorrisos. Um beijo. E vai.

Siga sua cabeça.

Faça seu rumo.

Inscreva-se para para curso de Teatro do Oprimido em Ubatuba!

O curso irá trabalhar em um módulo intensivo o método desenvolvido pelo brasileiro Augusto Boal, que é praticado no mundo todo e  busca investigar as opressões sofridas em diferentes âmbitos sociais de maneira lúdica e teatral. As atividades serão realizadas durante 4 encontros, nos dias 25 de março e nos dias 1, 8 e 9 de abril em Ubatuba.

Para fazer o curso não é necessária experiência prévia com teatro e recomenda-se que os inscritos sejam maiores de 14 anos. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail cardere@gmail.com. O valor do investimento é de 100 reais pelo curso todo e os encontros irão acontecer no Centro Sociocultural Kantuck.

Em novembro de 2016, foi organizado em Ubatuba, o II Encontro da Rede Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido. Esse evento fez com que despertasse o interesse da comunidade local em discutir esse método teatral e o curso proposto é fruto do encontro e da vontade de fazer com que haja um grupo que multiplique o TO na região.

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Rodrigo Caldeira, que irá ministrar a oficina, faz parte do Coletivo Garoa de São Paulo (que alia o Teatro do Oprimido com outras pesquisas estéticas) e atua como Curinga (facilitador do Teatro do Oprimido) desde 2010. Ator profissional com 30 peças realizadas, organizou o II Encontro Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido em 2016 na cidade de Ubatuba.

Diversas dinâmicas e atividades serão desenvolvidas, sobretudo, com o objetivo de encontrar alternativas de luta contra de maneira teatral, coletiva e interativa, por meio de jogos que visam desmecanizar nossa forma de agir e pensar.

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  • Serviço:
    Curso de Teatro do Oprimido em Ubatuba
  • Público: indicado para maiores de 14 anos, jovens e adultos – não é necessária experiência prévia em teatro
  • Valor: R$100,00
  • Inscrições: pelo e-mail cardere@gmail.com
  • Datas: 25 de março – 1, 8 e 9 de abril de 2017
  • Local: Centro Sociocultural Kantuck, Rua Vasco da Gama – 250, loja 3

Design Gráfico: Ananda Barreto