Bárbara Santos lançará livro em Ubatuba no Encontro Sem Fronteiras de Teatro da/o Oprimida/o

Como parte da programaçao do II Encontro Sem Fronteiras de Teatro da/o Oprimida/o, Ubatuba receberá também a autora e pesquisadora Bárbara Santos que fará o lançamento da sua obra Teatro do Oprimido, “Raízes e Asas: uma teoria da práxis”, marcado para o próximo sábado, dia 12 de novembro, às 17h no Sobradão do Porto, em Ubatuba. O livro une teoria na análise do método do Teatro do Oprimido, uma criação do brasileiro Augusto Boal. Trata-se de um dos métodos teatrais mais praticados no mundo, cujo fundamento é a Estética do Oprimido, o último legado teórico deixado pelo dramaturgo que faleceu em 02 maio de 2009.

Após o lançamento haverá uma mesa de abertura “Mulheres e suas vozes: O Teatro do Oprimido e a Arte no contexto sociopolítico atual”, em seguida, a apresentacao da eça “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?” (teatro fórum) – Coletivo Pagú pra ver de Teatro do Oprimido (São Paulo/SP) e após , às 21h00 o Maracatu Itaomi convida baques de Ubatuba.

A obra propõe uma discussão –  consistente e acessível – sobre os conceitos teóricos que fundamentam o método em articulação com os avanços e desafios de sua práxis. O livro sublinha a importância da teoria para o desenvolvimento eficiente da práxis e ratifica que a experiência prática deve ter também a função de questionar e atualizar o arcabouço teórico.

Diretora, autora, atriz e Curinga[1], Bárbara Santos trabalhou por duas décadas ao lado de Augusto Boal como coordenadora geral do Centro de Teatro do Oprimido – CTO na concepção e desenvolvimento do Teatro Legislativo e da Estética do Oprimido. Desde 2010, em múltiplas parcerias de trabalho, Bárbara Santos desenvolve linhas inovadoras de investigação baseadas na Estética do Oprimido e de uma proposta curricular para a formação no método. Processo que originou: metodologias de trabalho como os Percursos Criativos de Som/Ritmo e o Teatro das Oprimidas; redes de ativismo e de cooperação como a Rede Ma(g)dalena Internacional e TOgether Project; e produções artísticas que trouxeram recursos estéticos originais para montagens de Teatro-Fórum.

Saiba mais sobre a autora!

Desde 2009, Bárbara Santos vive na Alemanha, onde é diretora artística de KURINGA – espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim, de TOgether Project & International Theatre Company – cooperação entre organizações de sete países europeus – e dos grupos Madalena-Berlim e As Des-Integradas, é também colaboradora do Soul Sisters, coletivo de mulheres negras. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bologna. Integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO).

Idealizadora e difusora do Teatro das Oprimidas, experiência estética que visa à investigação das opressões enfrentadas pelas mulheres e a busca de alternativas de superação, é diretora artística da Rede Ma(g)dalena Internacional. Em setembro de 2015, acontece o I Festival do Teatro das Oprimidas em Puerto Madryn, Patagônia Argentina.

No Brasil, é parceira do CTO. Colabora com o grupo Cor do Brasil, composto por afro-descendentes, cuja primeira montagem, de autoria de Bárbara, estreou no Senegal, 2010. É editora da revista METAXIS, publicação sobre o Teatro do Oprimido. Diretora artística do Coletivo Madalena-Anastácia, composto por mulheres negras, com o qual desenvolve o Laboratório Madalena-Anastácia, sobre opressões que associam gênero à raça.

Para além de praticantes e estudiosos do Teatro do Oprimido em particular, o livro se destina também a ativistas, pesquisadores e profissionais de áreas como teatro político, teatro pedagógico, teatro comunitário, teatro interativo, arte engajada, arte em espaço público e ações políticas e comunitárias por meios estéticos. Além de programas sócio-culturais aplicados a projetos comunitários, à educação, à saúde mental, entre outras possibilidades.

[1] Curinga é o termo criado por Boal para identificar a facilitadora e especialista do Teatro do Oprimido.

Serviço:

Data: 12/11

Local: Sobradão do Porto – Centro

17h00 Lançamento do livro Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, de Bárbara Santos, com fala da autora e sessão de autógrafos.

17h45 Mesa de abertura- Mulheres e suas vozes: O Teatro do Oprimido e a Arte no contexto sociopolítico atual.
19h30 Peça “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?” (teatro fórum) – Coletivo Pagú pra ver de Teatro do Oprimido (São Paulo/SP)

21h00 Maracatu Itaomi convida baques de Ubatuba!

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