Nos caminhos do samba de coco

Não é de comer, mas me alimenta a alma. Ficaria um bom pedaço da vida numa roda de coco bem tocada. Eu escuto daqui de baixo o sotaque de lá de cima e tento imitar. Lembro da minha vó, pernambucana. Lembro de amigos queridos que conheci na roda, lembro de gente que não conheci ainda, das mestras e mestres que já se foram e de um pedaço do Brasil pouco conhecido, que fica fora dos eixos. Não se toca no rádio nem na televisão.

E em cada canto desse nordeste imenso invetaram uma forma de cantar e dançar a vida num coco diferente, todos lindos e nenhum com menos valor do que o outro. Transformados pela geografia, dos sertões a beira da praia, o coco nasceu de um jeito. Mais do que um estilo musical e de dança, é uma manifestação cultural. Palavra mais bonita é essa né? Manifestação! No dicionário diz que é alguma forma de se expressar, ou então a maneira como Deus se comunica com seu povo e eu acho que o coco (assim como outras manifestações culturais) é mesmo isso. Deus falando com a gente no chocalho do ganza, na batida do bumbo e no repique ligeiro do pandeiro.

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No último sábado, dia 26, uma roda de coco bem animada invadiu a praça do Sobradão do Porto em Ubatuba. Ao lado da barra dos pescadores e do rio que se encontra com o mar, muita gente passou por ali pra brincar coco com a gente. Teve gente saindo das pousadas, crianças correndo pra ver, botequeiros de copo nas mãos querendo saber o que era aquele som.

E pra quem quiser mergulhar mais neste universo colorido e cheio de descobertas, recomendo aqui cada minuto do documentário “Caminhos do Coco”. O filme foi exibido recentemente em Paraty e Ubatuba, feito pelo Coletivo Ganzá e por mais alguns parceiros . Com a benção dos ancestrais, o documentário viaja seis estados do Nordeste e mostra (uma pequena parte, acreditem) um percorrido do samba de coco no Brasil, passando por 8 grupos diferentes. Aí embaixo tem o trailer pra deixar com vontade de ver o filme inteiro.

Salve todas as mestras e mestres que mantém, fortalecem e promovem as nossas culturas populares! Viva o samba de coco e sua alegria que irradia por onde passa!

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Saiba como foi o Encontro de Teatro do Oprimido em Ubatuba!

Ouvir as comunidades tradicionais que são invisíveis perante o turismo de massa que se aproxima com a chegada da temporada, construir novas forma de pensar a arte junto ao território tradicional, conhecer a Ubatuba que poucos veem. Tudo isso permeou a produção e a realização do II Encontro Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido (TO), que aconteceu de 12 a 15 de novembro.

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O evento foi organizado de maneira independente por parceiros da Rede Sem Fronteiras de TO e pela produtora Canoyá. Além disso, contou com o apoio institucional da Prefeitura Municipal institucional por meio da FundArt, da Secretaria de Educação e da Secretaria de Obras.  Ainda que, para concretizar o que parecia uma utopia por conta da ausência de aportes financeiros, diversos parceiros locais fortaleceram o movimento do encontro com doações que foram fundamentais para que tudo se tornasse realidade.

E como manda a tradição em Ubatuba, a chuva (que no fundo anuncia bons presságios), chegou e ficou do começo ao fim do encontro. Em media 80 pessoas de grupos de teatro ou interessados no encontro chegaram até a terra das canoas. Vindas de outros países, estados e de muitas cidades de São Paulo, cada um pode contribuir um pouco para que o evento se tornasse algo inesquecível para quem é de dentro e de fora da rede.

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“A abertura, que foi realizada no dia 12 de novembro, nos fundos do Sobradão do Porto da FundArt, contou com a presença da incrível Bárbara Santos, que lançou seu livro “Raízes e Asas”.  A obra apresenta um conteúdo completo sobre a estética do oprimido e muito da trajetória da mulher que acompanhou o trabalho de Augusto Boal por mais de 20 anos”, conta Rodrigo Caldeira, integrante do Coletivo Garoa e um dos produtores do encontro. Após o lançamento do livro, Bárbara mediou uma roda de conversa com a participação de Vanda Mota, Sá Ollebar e Daniela Garcia.

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Atividades fora do centro e perto da gente

Organizado em 4 dias, grande parte das atividades do evento aconteceram espalhadas pelo município. As parcerias com projetos como o Gaiato, Instituto da Árvore, Projeto Bacuri (sertão do Ubatumirim), aldeia Boa Vista, Espasol entre outros, fizeram com que oficinas e apresentações artísticas acontecessem em locais fora do centro. “O que marcou pra mim do encontro foi a abrangência e diversidade de localidades que de alguma forma tiveram contato com algum grupo ou pessoa da Rede Sem Fronteiras de TO”, destacou Caldeira.

Segundo ele, ao descentralizar as atividades e levar as oficinas e peças de Teatro do Oprimido para comunidades mais afastadas do centro, os integrantes dos grupos de teatro também abriram seus horizontes para diferentes realidades e opressões que estão ocorrendo neste território e que ficam invisíveis. “Ao levar uma oficina, ganhávamos muito mais em troca e nos solidarizávamos com a opressão dos outros ao mesmo tempo em que ampliávamos os pontos de contato com comunidades que não costumam ter acesso a teatro”, completa.

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Vamos fazer TO em Ubatuba?

“Eu vi no TO uma ferramenta incrível de transformação da realidade da qual não conhecia. Fiquei muito interessada em saber mais, fazer algum curso para poder trabalhar com isso depois”, disse Tami Albuquerque, moradora de Ubatuba que acompanhou todos os dias de programação do encontro. A oceanógrafa que atua em conselhos como o de Meio Ambiente em grupos de apoio as mulheres considerou a relevância do formato que levou oficinas para lugares diversos.

Assim como ela, demais pessoas de Ubatuba que participaram das oficinas, das apresentações e das rodas de conversa, viram no teatro do oprimido uma nova forma de construir e pensar a arte, sempre com olhar crítico e como agente transformador da realidade. “Eu acredito que precisamos criar um grupo, trabalhar esse tema nas escolas, nas comunidades tradicionais. Temos aqui, assim como em tantos outros lugares no Brasil, diversos grupos oprimidos como quilombolas, caiçaras, indígenas, as mulheres e vejo em Ubatuba tem potencial para desenvolver essas ferramentas”, finaliza.

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“Depois de quatro dias de evento, o assunto reverberou bastante na cidade e vejo que nossa missão agora é não deixar esse morrer. Nossa ideia é continuar fazendo atividades e fazer com que as lutas se somem e formem ondas maiores ainda de reverberação”, conta Rodrigo Caldeira.  “Não havia em Ubatuba a prática do Teatro do Oprimido e é fundamental desenvolver um grupo aqui na cidade, pois a demanda por um teatro crítico que pense a arte como ferramenta de transformação, é muito grande”, completa.

A arte como ferramenta de luta dos povos e comunidades tradicionais

Mesmo com a chuva que não parou um só instante, os grupos de participantes se deslocaram para o quilombo de Camburi, a aldeia Boa Vista e o sertão do Ubatumirim. Na proposta da troca de saberes, todo mundo aprendeu e ensinou com mestres, griôs e pajés que vivem nesse território cheio de diversidade cultural.

Toda essa luta e resistência também estiveram presentes na segunda-feira, dia 14, na mesa de encerramento do evento, que discutiu a arte como ferramenta de luta dos povos e comunidades tradicionais de Ubatuba e da região como um todo. Carolina Barbosa, representante do Fórum de Comunidades Tradicionais (Angra, Paraty e Ubatuba) apresentou o trabalho desenvolvido pelas frentes de luta do FCT. “Nós trabalhamos com turismo de base comunitária, educação diferenciada, agroecologia, saneamento ecológico e com a cultura como forma de defender o território”, disse.

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“Nós mostramos que não é preciso o saber acadêmico para que possamos ensinar. Eu não tenho medo de falar com ninguém, nem de me posicionar contra a retirada dos nossos direitos”, ressaltou Marcos Tupã, liderança guarani da aldeia Boa Vista. Cleo Kerexu, da aldeia Boa vista contextualizaram a educação indígena na comunidade e a importância da língua para que suas tradições sejam diariamente mantidas.

Em uma roda de conversa com mais de cem pessoas atentas ouvindo e perguntando, os indígenas, caiçaras e quilombolas falaram sobre as diversas realidades de Ubatuba que sempre ficam ocultas pelo turismo de massa que invade o município. Mário Ricardo de Oliveira, conhecido como Mário Gato, contextualizou a história dessa terra cheia de entraves políticos, interesses imobiliários e muita resistência por parte das comunidades tradicionais. O público presente participou ativamente da prosa que também contou com a participação de Sr. Alcides, quilombola de Camburi.

“O Teatro do Oprimido é uma ferramenta disponível a qualquer luta contra injustiça. E cabe sempre aos seus praticantes, dentro de uma ética transformadora, se unir a movimentos que já tem suas bandeiras de luta. Em Ubatuba certamente criou-se um vínculo da Rede com o Fórum de Comunidades Tradicionais que luta contra os ataques aos seus territórios e, consequentemente, às suas culturas e tradições”, relata Caldeira. O ator conta também que num âmbito mais macro, percebe-se diversas outras opressões dentro das próprias comunidades, como violência contra a mulher e outras opressões de gênero, a opressão contra a liberdade religiosa ou de livre expressão cultural, entre outras.

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“Mais do que criar um grupo de TO, penso que o processo de transmissão do conhecimento do método para toda comunidade que tiver interesse, para que se passe o conhecimento e os meios de produção da criatividade e da formação de um imaginário de realidades possíveis. Dessa forma, as próprias comunidades podem se apropriar do método e desenvolvam sua própria estética, seja no centro, na periferia, no quilombo, na aldeia ou em comunidade caiçara”, finaliza Caldeira.

Para quem participou, gostou e quer somar ao movimento de construção de um grupo de Teatro do Oprimido em Ubatuba, fique atento que em breve começaremos as primeiras oficinas de formação. Aqueles que perderam o evento mas também se interessam, também poderão saber mais sobre essa forma de fazer arte com conteúdo crítico e que carrega possibilidades de transformar a realidade.

Ao final de quatro dias, muitos laços foram formados. Pessoas se conhecendo e se reconhecendo, povos tradicionais ensinando e compartilhando suas histórias e uma outra forma de pensar o fazer teatral foi inaugurada na cidade. Nós da equipe organizadora agradecemos a cada um dos parceiros que acreditou e que nos ajudou a construir esse projeto! Agradecemos a Rede Sem Fronteiras e reforçamos o convite aos grupos, que voltem sempre pois as portas estão abertas!

Viva a arte sem fronteiras e as culturas tradicionais dessa terra cheia de diversidade!

Bárbara Santos lançará livro em Ubatuba no Encontro Sem Fronteiras de Teatro da/o Oprimida/o

Como parte da programaçao do II Encontro Sem Fronteiras de Teatro da/o Oprimida/o, Ubatuba receberá também a autora e pesquisadora Bárbara Santos que fará o lançamento da sua obra Teatro do Oprimido, “Raízes e Asas: uma teoria da práxis”, marcado para o próximo sábado, dia 12 de novembro, às 17h no Sobradão do Porto, em Ubatuba. O livro une teoria na análise do método do Teatro do Oprimido, uma criação do brasileiro Augusto Boal. Trata-se de um dos métodos teatrais mais praticados no mundo, cujo fundamento é a Estética do Oprimido, o último legado teórico deixado pelo dramaturgo que faleceu em 02 maio de 2009.

Após o lançamento haverá uma mesa de abertura “Mulheres e suas vozes: O Teatro do Oprimido e a Arte no contexto sociopolítico atual”, em seguida, a apresentacao da eça “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?” (teatro fórum) – Coletivo Pagú pra ver de Teatro do Oprimido (São Paulo/SP) e após , às 21h00 o Maracatu Itaomi convida baques de Ubatuba.

A obra propõe uma discussão –  consistente e acessível – sobre os conceitos teóricos que fundamentam o método em articulação com os avanços e desafios de sua práxis. O livro sublinha a importância da teoria para o desenvolvimento eficiente da práxis e ratifica que a experiência prática deve ter também a função de questionar e atualizar o arcabouço teórico.

Diretora, autora, atriz e Curinga[1], Bárbara Santos trabalhou por duas décadas ao lado de Augusto Boal como coordenadora geral do Centro de Teatro do Oprimido – CTO na concepção e desenvolvimento do Teatro Legislativo e da Estética do Oprimido. Desde 2010, em múltiplas parcerias de trabalho, Bárbara Santos desenvolve linhas inovadoras de investigação baseadas na Estética do Oprimido e de uma proposta curricular para a formação no método. Processo que originou: metodologias de trabalho como os Percursos Criativos de Som/Ritmo e o Teatro das Oprimidas; redes de ativismo e de cooperação como a Rede Ma(g)dalena Internacional e TOgether Project; e produções artísticas que trouxeram recursos estéticos originais para montagens de Teatro-Fórum.

Saiba mais sobre a autora!

Desde 2009, Bárbara Santos vive na Alemanha, onde é diretora artística de KURINGA – espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim, de TOgether Project & International Theatre Company – cooperação entre organizações de sete países europeus – e dos grupos Madalena-Berlim e As Des-Integradas, é também colaboradora do Soul Sisters, coletivo de mulheres negras. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bologna. Integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO).

Idealizadora e difusora do Teatro das Oprimidas, experiência estética que visa à investigação das opressões enfrentadas pelas mulheres e a busca de alternativas de superação, é diretora artística da Rede Ma(g)dalena Internacional. Em setembro de 2015, acontece o I Festival do Teatro das Oprimidas em Puerto Madryn, Patagônia Argentina.

No Brasil, é parceira do CTO. Colabora com o grupo Cor do Brasil, composto por afro-descendentes, cuja primeira montagem, de autoria de Bárbara, estreou no Senegal, 2010. É editora da revista METAXIS, publicação sobre o Teatro do Oprimido. Diretora artística do Coletivo Madalena-Anastácia, composto por mulheres negras, com o qual desenvolve o Laboratório Madalena-Anastácia, sobre opressões que associam gênero à raça.

Para além de praticantes e estudiosos do Teatro do Oprimido em particular, o livro se destina também a ativistas, pesquisadores e profissionais de áreas como teatro político, teatro pedagógico, teatro comunitário, teatro interativo, arte engajada, arte em espaço público e ações políticas e comunitárias por meios estéticos. Além de programas sócio-culturais aplicados a projetos comunitários, à educação, à saúde mental, entre outras possibilidades.

[1] Curinga é o termo criado por Boal para identificar a facilitadora e especialista do Teatro do Oprimido.

Serviço:

Data: 12/11

Local: Sobradão do Porto – Centro

17h00 Lançamento do livro Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, de Bárbara Santos, com fala da autora e sessão de autógrafos.

17h45 Mesa de abertura- Mulheres e suas vozes: O Teatro do Oprimido e a Arte no contexto sociopolítico atual.
19h30 Peça “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?” (teatro fórum) – Coletivo Pagú pra ver de Teatro do Oprimido (São Paulo/SP)

21h00 Maracatu Itaomi convida baques de Ubatuba!

Programe-se para o II Encontro Sem Fronteiras de Teatro do Oprimida/o em Ubatuba!

Oficinas, apresentações, rodas de conversa e muita arte fazem parte da programaçao II Encontro Sem Fronteiras de Teatro do Oprimido/a que acontecerá em Ubatuba de 12 a 15 de novembro. O evento irá reunir artistas, pesquisadores, curiosos e todos aqueles que quiserem conhecer mais sobre essa arte em dias de programacao gratuita e imperdível.

Mais de dez coletivos artísticos com integrantes vindos de diversos estados brasileiros e até de outros países da América Latina. Os grupos irão proporcionar atividades em bairros diferentes da cidade, além de intervenções em pontos centrais. Ao todo serão 10 oficinas, 7 apresentações, duas mesas de debates e muita arte espalhada por Ubatuba!

O evento está sendo organizado por uma rede de parceiros e conta também com apoio da FundArt e da Prefeitura Municipal de Ubatuba por meio da Secretaria Municipal de Educação. Fiquem atentos ao link do evento no Facebook caso haja algumas alterações de horários/locais das atividades.

Sábado, 12/11/2016

Sobradão do Porto – Centro

17h00 Lançamento do livro Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, de Bárbara Santos, com fala da autora e sessão de autógrafos.

17h45 Mesa de abertura- Mulheres e suas vozes: O Teatro do Oprimido e a Arte no contexto sociopolítico atual.
19h30 Peça “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?” (teatro fórum) – Coletivo Pagú pra ver de Teatro do Oprimido (São Paulo/SP)

21h00 Maracatu Itaomi convida baques de Ubatuba!

Domingo, 13/11/2016

Escola Municipal Altimira Silva Abirached (Bairro Itaguá)

9h00-12h00 Oficinas, Laboratórios e Processos:

  • Laboratório curingado por Bárbara Santos sobre a peça teatro-fórum do Coletivo Pagú Pra Ver apresentado na noite anterior.
  • Abertura de Processo de peça “XX”, sobre gênero, do GATO Coletivo, de Hortolândia-SP, seguido de um laboratório coletivo de generosidade crítica.
  • Oficina “Percussão Corporal Voltada para os Fundamentos do TO” curingado por Cala Gazze (Paraty/RJ).

Aldeia Boa Vista – Bairro Prumirim

14h30 às 17h30 Oficina “Performando o Oprimido” (Jeniffer Francisco – Campinas/SP)

Quilombo de Camburi

14h30 às 17h30 Oficina “Introdução ao Teatro do Oprimido” (criação musical) (Coletivo Garoa – São Paulo/SP)

Blábláblá Positivo – Terminal Turístico do Perequê-Açu (Espasol)

14h30 às 17h30 Intervenção “A Espera” e Oficina “Como você nasceu? – Pensando a violência obstétrica e o parto humanizado a partir dos jogos do teatro do oprimido” (Coletivo Moara Teatro das Oprimidas e dos Oprimidos – São Paulo/Santos/ABCD/SP)

ONG Gaiato – Bairro Ipiranguinha

14h30 às 17h30 Oficina de Teatro do Oprimido  Tatit Bernardes (São Paulo/SP)

19h30 Peça Teatro-Fórum “Pagú, Maria Bonita e Terezinha: o que existe delas em nós?”  (Coletivo Pagú pra Ver de Teatro do Oprimido – São Paulo/SP)

Projeto Namaskar – Bairro Sesmaria

14h30 às 17h30 Oficina “Introdução ao Teatro do Oprimido” (teatro imagem) (GTO Tandil – Argentina)

19h30 Peça “Panela de Barro” (Tablado de Ó Linda Brasil – Santana de Parnaíba/SP)

Sobradão do Porto – Centro

22h00 Peça “Um Morro e Duas Cidades num Planeta Enfermo” (Dramaturgia Rural – Santana de Parnaíba/SP)

Segunda-feira, 14/11/2016

Escola Municipal Altimira Silva Abirached (Bairro Itaguá)

9h00 às 12h00 Oficinas e laboratórios criativos:

  • Oficina “Introdução ao Arco-Íris do Desejo” curingado por Kelly di Bertolli (Coletivo Garoa – São Paulo/SP).
  • Laboratório de experimentação em novas possibilidades em Teatro do Oprimido curingado por Anderson Zotesso, Weber Carvalho, Islaine Garcia, Gina Biagioli e Simone Rodrigues.
  • Laboratório de Generosidade Crítica da peça “Panela de Barro” do grupo Tablado de Ó Linda Brasil.

Sobradão do Porto – Centro

19h30 Mesa de Encerramento: A Arte e a Cultura como Ferramentas de Luta e Resistência dos Povos e Comunidades Tradicionais

21h00 Peça-show “Opereta em Construção” – Bandagaroa, Coletivo Garoa (São Paulo/SP)

22h00 Baile com o Grupo Fandango Caiçara de Ubatuba

Terça-feira, 15/11/2016

Ervário Caiçara – Bairro Sertão do Ubatumirim (Projeto Bacuri)

9h00 às 12h00 Oficina “Dramaturgia Rural” (Dramaturgia Rural – Santana de Parnaíba/SP)