Saiba como ajudar a ocupação da Aurelina

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Pessoal, como muitos já sabem, a escola Aurelina Ferreira no bairro da Estufa II em Ubatuba está ocupada pelos alunos. A organização dos jovens está muito legal e todos os dias eles promovem assembleias para definir as tarefas e ações.

No momento, algumas necessidades básicas para que a ocupação seja mantida são:

  • Alimentos (pães e frutas podem ser bem vindos para que eles não comam somente industrializados – tudo isso já é bem melhor que a merenda que era servida)
  • material de papelaria (cartolina, guache, papeis e tudo mais que possa virar instrumento de comunicação dentro e fora da escola)
  • material de limpeza: produtos, panos e coisas do tipo.
  • tempo – ir até lá, conversar, fortalecer as ideias e conhecer o espaço é algo fundamental e os jovens estão abertos a conhecer as pessoas que queriam ajudar da maneira que puderem
  • livros “didáticos” ou não – revistas e materiais que possam ser utilizados pela galera que está ocupando (a biblioteca, assim como demais espaços da escola foram trancados)
  • aulas abertas – todas as pessoas interessadas em propor aulas podem conversar isso com os estudantes – assim que eles levam a proposta pra assembleia, isso ajudará para que a agenda ganhe mais corpo.

Endereço: a escola fica localizada na Estufa II, ao lado da escola municipal Maria Josefina. R. América, 200 – Estufa II, Ubatuba – SP, 11680-000

Quem quiser me ligar (Vanessa Cancian), eu passo o contato direto de alguns estudantes que estão lá: 12-99675-6861

 

Comece o dia bem: visite uma escola ocupada

 

Ubatuba, 02 de dezembro de 2015. A escola estadual Aurelina, localizada no bairro da Estufa II em Ubatuba foi ocupada pelos alunos que se mobilizaram para fortalecer a luta dos estudantes em todo o estado de São Paulo. Como sabemos (não porque a grande mídia avisou, mas porque o movimento consistente é capaz de gritar mais alto que ela), no último mês os estudantes passaram a lutar para conter o fechamento de quase cem escolas estaduais. A ação que foi chamada pelo governador Geraldo Alckmin de “reorganização” vai superlotar salas de aulas já superlotadas e fazer com que o ensino torne-se ainda mais precário. Na contramão desse retrocesso, a força popular dos estudantes tem falado mais alto.

Hoje eu saí de casa e antes de qualquer coisa, passei por essa ocupação. Fui recebida aos sorrisos pelos alunos (afinal cheguei de bicicleta e não de camburão), pedi para entrar e eles chamaram a menina que está coordenando toda a ação. Fiz algumas perguntas porque faço parte de um grupo que quer ajudar na mobilização. Eles mostraram as salas que viraram quartos, uma que virou refeitório e o pátio com cartazes dividindo as equipes por setores com as atividades necessárias para manter o ambiente organizado.

A mesma coordenadora me contou que na noite anterior foi realizada uma assembleia, alguns pais participaram e poucos professores. Ganharam uma geladeira, micro-ondas e o apoio desses pais que entenderam que a causa é válida e só assim podemos pensar em transformar a realidade da educação sucateada do estado de São Paulo.

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Os meninos e meninas me disseram que precisam de aulas abertas e atividades que sejam propostas, estão abertos ao que vier e felizes com toda contribuição que possa fortalecer o movimento. Eu acredito que agora seja o momento de doação, de parar nosso tempo para fazer algo maior a esses jovens. Eles estão sedentos de saberes que não necessariamente estão nos livros e dentro desse exercício de democracia que estão promovendo, todos os esforços são bem-vindos.

Eu precisava compartilhar que saí da escola transbordando alegria, renovação e com vontade de levar todas as pessoas possíveis para esse lugar que, diferente do habitual, transformou-se em um espaço de debate, troca de conhecimento de maneira horizontal e carregados de jovens com capacidade de autonomia e mobilização.

Nenhum passo atrás, nenhum direito a menos! Quem tiver interesse em participar das ações da ocupação nos procure para fazer parte da programação. Todos os esforços somados serão bem acolhidos.