Para o educador português José Pacheco “aula não ensina, prova não avalia”

José Pacheco, o educador, escritor e ex-diretor da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Portugal), faz duras criticas ao atual sistema educacional brasileiro. Para ele, só há dois motivos para a situação permanecer como está: ou os responsáveis por essa área no Brasil são incompetentes ou são corruptos. O responsável por uma das melhores escolas da Europa e que agora está com projetos educacionais no Brasil, enumera os diversos e profundos problemas que afetam a educação das crianças e jovens do país.

Uma das entrevistas mais incríveis que pude acompanhar junto com o pessoal do NAMU. O mestre Pacheco dando a deixa sobre o sistema educacional e trazendo novos olhares para nossas escolas, crianças, pais e professores.

Portal NAMU

Rota do Cambuci: gastronomia brasileira e turismo sustentável em São Paulo

O cambuci é rico em vitamina C e pode ser utilizado para fazer bebidas e pratos doces ou salgados

Nativo das terras do sudeste brasileiro e pertencente à mesma família da goiaba, da jabuticaba e da pitanga, o cambuci (Campomanesia phaea) é um fruto que, em razão do desmatamento, quase desapareceu da gastronomia brasileira. Ainda hoje, muitos habitantes de São Paulo não sabem que o nome dado ao um dos bairros mais tradicionais da capital paulista é por conta desse fruto, que fez parte da história e da cultura alimentar da região. Não só de história e sabor esse fruto é composto, as propriedades nutricionais do cambuci provam a urgência de trazê-lo de volta à mesa da população brasileira.

“O nome foi dado pelos povos guaranis que viviam na região da Mata Atlântica e tem origem na expressão “kãmu-sy”, que significa ‘pote de água’ ou ‘seio de mãe’”, diz Gabriel Menezes, empreendedor socioambiental do Instituto Auá. Segundo ele, além do consumo in natura, o fruto era mergulhado em bebidas como a aguardente pelos povos indígenas e bandeirantes para dar um “sabor especial”.

Resgatar o consumo do cambuci é também resgatar a história da culinária regional do sudeste do Brasil 

“Esse fruto é muito rico em vitamina C e possui o mesmo nível de acidez que o limão taiti”, afirma , Menezes que é também um dos organizadores do projeto Rota do Cambuci, iniciativa criada com a finalidade de promover o uso e comercialização do cambuci nas regiões onde é cultivado por agricultura familiar e orgânica.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (FEA) constatou que o cambuci ajuda a reduzir o índice de glicose no sangue. Além disso, outros estudos mostram que as taxas de colesterol também são diminuídas por se tratar de um alimento adstringente. A pesquisa identificou também que o cambuci, quando consumido através da geleia processada não perde suas propriedades que o caracterizam como um fruto rico em vitaminas, sobretudo, a C e diversos compostos antioxidantes.

Preservar o que é nosso

O fruto não está na lista brasileira das espécies ameaçadas divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mas faz parte do relatório internacional elaborado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A falta de reconhecimento do cambuci e sua importância para a biodiversidade e gastronomia brasileira, segundo o especialista, estão diretamente relacionadas com o fato dele não fazer parte da lista brasileira das plantas em extinção. “Por isso, temos um enorme desafio de reconhecer o que é nosso e valorizar a biodiversidade de cada região. O cambuci é da nossa região, além de ser muito aromático, saboroso, e extremamente rico em termos alimentares”, completa.

O que é a Rota do Cambuci?

“A Rota do Cambuci é um festival que funciona como ferramenta de divulgação do produtor para o consumidor. Temos constatado que a participação dos produtores representa um aumento de 25 a 30% em suas rendas. A finalidade do evento é promover a conservação do fruto na parte sudeste do bioma Mata Atlântica e valorizar a cultura e gastronomia local, além de fortalecer a agroecologia, o comércio justo e o turismo sustentável nos municípios onde ocorre”, pontua Menezes.

Municípios como Rio Grande da Serra, Salesópolis, Paraibuna, Natividade e o distrito de Paranapiacaba, em Santo André, são locais onde o fruto ainda é produzido por agricultores familiares. A ideia de criar a Rota do Cambuci surgiu em 2008 durante um workshop realizado no Festival do Cambuci, no município paulista de Paraibuna. A parceria com o Instituto Auá consolidou o projeto como um roteiro gastronômico e aumentou a quantidade de municípios e produtores participantes.

“Em 2010, a prefeitura de São Paulo passou a apoiar o projeto e hoje temos 11 municípios que participam de 13 festivais durante o ano”, diz Menezes. Os produtores de cambuci estão em uma área fundamental para a preservação da biodiversidade e produção de alimentos, o chamado cinturão verde. “No ano passado foram produzidas 10 toneladas de cambuci. Nesse ano, estamos com 20 produtores e a expectativa dessa safra é de 20 toneladas. Além disso, reunimos 30 parceiros consumidores por meio doEmpório Mata Atlântica, iniciativa criada pelo Instituto Auá para distribuir produtos elaborados com frutos nativos da Mata Atlântica, como a uvaia, o cambuci, o araçá e o palmito juçara”, conta Menezes.

A iniciativa é uma aliança entre os produtores e os distribuidores para fortalecer o mercado e controlar as etapas de armazenamento e logística com base no comércio justo. “Nos arranjos produtivos, os agricultores formaram um conselho gestor para fornecer as diretrizes do trabalho. É para eles que prestamos contas sobre o tudo que está acontecendo. Vemos que as pessoas que fazem seu projeto de vida com o cultivo do cambuci e demais frutos nativos, enxergam que essas práticas são também geradoras de água, conservacionistas e valorizadoras da Mata Atlântica”, completa.

Segundo ele, para fortalecer o ciclo de produção, processamento dos produtos e controle das perdas de safras, o Instituto Auá, em parceria com a Rota do Cambuci, criou o arranjo produtivo sustentável. “Dentro do projeto há quatro setores que trabalham ao mesmo tempo: uma área direcionada a estudos sobre as propriedades nutricionais e físico-químicas desse alimento, o arranjo produtivo sustentável, os festivais gastronômicos e o s circuitos turísticos”, completa.

Os povos guarani, tropeiros e bandeirantes já utilizavam o fruto que era abundante na região da Serra do Mar

No segundo semestre de 2015, o grupo pretende implantar a Rota Turística do Cambuci, que irá reunir atrativos no trecho entre as cidades paulistas de Juquitiba até Caraguatatuba. “Já mapeamos cerca de 40 locais entre produtores, restaurantes e hotéis que trabalham com o cambuci na região onde ele é endêmico”. Segundo Menezes, o trabalho da rota é resgatar não somente o cultivo e apreciação do cambuci mas criar um mercado sustentável no turismo e na gastronomia dessas regiões.

Para saber mais sobre o calendário de festivais desse ano, acesse o site do projeto. Lá há informações dos eventos, receitas e demais acontecimentos relacionados ao cambuci e seus derivados.

Cambuci na culinária

Com cambuci apode-se fazer licores, vinho, sucos, vitaminas, geleias, sorvete, molhos, entre outros derivados, e um dos usos mais antigos e tradicionais desse fruto nas regiões de cultivo é através da infusão na cachaça. “No site da Rota do Cambuci há uma parte de receitas e já foram publicados quatro livros de comidas feitas com esse alimento”, conta Menezes.

Fotos 2 e 4: Heloísa Bio

Foto 3: Ana Cecília Bruni

Vanessa Cancian no Portal NAMU

Força e resistência: grafite valoriza a mulher brasileira

Artista Criola enche as ruas de Belo Horizonte com paisagens que expressam a luta contra os padrões de beleza

“Meu objetivo é contrapor a publicidade que explora um padrão que não é o da mulher brasileira”, diz Criola

As obras de Tainá Lima, conhecida como Criola, colorem as ruas de Belo Horizonte e fortalecem o movimento negro na principal cidade do Estado. A jovem mineira começou a grafitar em junho de 2012. Sua arte expressa a história e os gritos de resistência contra o preconceito e a ancestralidade afro-brasileira.

“Meu objetivo enquanto mulher negra e grafiteira é contrapor a publicidade que explora um padrão de beleza europeu e não retrata a realidade da miscigenação do nosso povo brasileiro. Desejo honrar através dessa arte aqueles que um dia tiveram sua liberdade cerceada em razão da cor e acredito que é graças a eles que estou aqui hoje”, afirma a artista.

“Eu enxergo o grafite como um grito da cidade. Em meio ao caos urbano ele vem para contrapor a cor cinza, transmutando a rotina intensa dos transeuntes em cores”, relata. Ela destaca que nesse sentido, o grafite é uma arma poderosa na contraposição dos padrões estéticos que não condizem com a beleza real das mulheres brasileiras.

“Na medida em que a representatividade dos negros aumenta em todas as áreas e segmentos, os estereótipos se enfraquecem”, completa a artista.

ORÍ: a raiz negra

“O grafite que eu faço apresenta formas e cores que apesar de serem inofensivas à primeira vista, carregam consigo gritos de resistência que ecoam desde à época da escravidão”, diz Criola sobre os elementos que compõem seu traço artístico. O principal projeto da jovem grafiteita é denominado ORÍ, a raiz negra que sustenta é a mesma que floresce.

A artista salienta a relevância de fazer uma arte que explore esses símbolos e mensagens. Segundo ela, a manifestação construída pelos negros na cidade legitima a busca pela quebra de estereótipos e preconceitos.

“Ori significa cabeça em iorubá. Para mim essa é a parte do corpo que melhor representa a ancestralidade africana” conta Criola. Segundo Patrícia Alves Matos, ialorixá do Ilê Asè Iya Mi Agba e educadora, diz que ori representa também a essência daquilo que a pessoa é. “Falamos nessa tradição que se trata do primeiro orixá, aquele que não abandona o indivíduo onde quer que ele esteja. Eu costumo dizer que a palavra “orientar” vem do ori, pois é partir dele que temos consciência de quais caminhos seguir, para estar sempre firme nos seus princípios”, esclarece a sacerdotisa.

Cabelo e cabeças livres

O projeto de Criola coloca em evidência o irun (cabelo), uma parte muito importante no universo da beleza femina. “O cabelo crespo sempre foi alvo de preconceitos e agressões e o uso da chapinha é uma tentativa de ocultar a origem, a raiz e a história”, pontua a artista. De acordo com ela, por meio do cabelo se constrói uma metáfora com a raiz das plantas no sentido de crescer livre para ganhar força e florescer.

“O cabelo é uma das questões que mais mexem com as mulheres quando se trata da valorização da identidade” aponta Alves Matos. “Nós sofremos muito com essa questão e acho legítimo o movimento do grafite chamar a atenção das pessoas para essa causa”, pontua. Ela diz que se trata de desfazer as amarras que nos prendem aos padrões. “Sempre ouvimos que é preciso alisar o cabelo para uma entrevista de emprego, ou então quando a mulher quer se arrumar mais, a atitude é a mesma e isso precisa mudar” completa a ialorixá.

“O nosso problema está relacionado não apenas com a identidade africana, mas com a brasilidade”, diz Alves Matos. Segundo ela, toda identidade brasileira se monta pelos padrões europeus e ela enxerga que tanto na educação quanto na vida cotidiana a população precisa construir com mais força essa personalidade. “Ainda estamos nesse processo que independe da cor da pele dos diferentes tipos de cabelo e olhos”, diz.

Quando se fala em educação, a Lei nº 10.639 de 2003 estabeleceu como obrigatório o ensino de história e cultura africana e indígena nas escolas. Ainda assim, o sistema educacional está se adaptando para trabalhar a temática que durante séculos ficou esquecida. “Hoje como educadores temos esse lugar privilegiado para tratar da diversidade, nessa formação de identidade”, pontua Matos. É preciso que as pessoas estejam dispostas ao diálogo e esse é um trabalho de formação permanente”, completa a ialorixá.

Mais liberdade para o grafite mineiro

Com o tempo, diversas capitais brasileiras encaram a realidade e a transformação que o grafite traz para o ambiente urbano. As cores e as mensagens passadas pelas imagens nos mais diferentes locais colocam o Brasil na cena internacional dessa manifestação artística. Criola conta que na capital mineira ainda não há muita liberdade para os grafiteiros: “Belo Horizonte é uma cidade conservadora e tradicionalista em várias áreas e nas artes não seria diferente”, relata a artista. Segundo ela, BH está atrasada nesse assunto quando comparada com São Paulo e Rio de Janeiro.

“Recentemente fiz um projeto de mural na área central da cidade e como a pintura demandaria alguns dias eu não poderia fazer sem autorização, que é o que normalmente faço. Além da autorização do proprietário do muro eu ainda tive que pedir autorização à prefeitura e só consegui de fato a licença depois de vários meses de tentativa”, relata Criola sobre a burocracia relacionada ao grafite na cidade. Segundo ela, ainda falta investimento e posicionamento do governo local, além de mais abertura de diálogo sobre as questões relacionadas a essa forma de expressão.

Criola também vê a educação como instrumento para quebrar preconceitos e fortalecer a identidade brasileira. “Se ensinarmos as crianças o valor e a riqueza das nossas raízes culturais brasileiras, acredito que essa conexão com a identidade vai ocorrer de maneira mais intuitiva”, destaca a artista.

Para a ialorixá, “temos de aprender que a beleza está nas diferenças”. Ela indica que abrir espaço para trabalhos que valorizem o patrimônio cultural pode ajudar para uma melhor compreensão desse tipo de arte, a qual, para ela, é uma importante forma de resistência.

Fotos: Athos Souza

Foto 5: Gabriella Soares

Vanessa Cancian no Portal NAMU

Salve São Pedro e os nossos festejos juninos

Junho se vai com alegrias e histórias da festa do padroeiro dos pescadores em Ubatuba

O mês junino é celebrado de diversas formas em cada parte desse Brasil grandioso. As comidas, danças, fogueiras e ritos de passagem que marcam essa tradição fazem a história do nosso povo e promovem a cultura brasileira. O que eu não sabia era que em Ubatuba,  cidade litorânea e famosa pelas praias e pelo surf, uma festa tradicional do mês de junho coloca em prática aquilo que podemos chamar de manutenção das manifestações que formam a identidade do povo caiçara. As matrizes que deram origem a essa gente que nasceu no seio das mulheres indígenas, construído pela resistência negra e pela dominação portuguesa fizeram brotar entre o mar e a Mata Atlântica uma identidade peculiar e nesse contexto, nos últimos dias do mês junino acontece a Festa de São Pedro Pescador.

Mar e fé

Fandango, casa de pau-a-pique, tainha assada, corrida de canoas, procissão marítima, e muitos outros eventos concentrados em cinco dias de festa fizeram acontecer pela 92ª vez o maior festejo ubatubano. Os enfeites deixaram o cenário com ar de um grande arraiá e a dedicação das pessoas em fazer com que tudo saísse lindo fez do clima algo agradável e com ares dos quintais e terreiros das casas antigas deu certo, o recinto estava no clima. Na paisagem a beira-mar do centro da cidade, uma casa caiçara foi construída como manda a tradição nos tempos em que o caiçara vivia tranquilo até a chegada da Rio-Santos, e a terra passou a valer ouro que não se pagava com a pesca e o plantio de mandioca e banana.

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Esse pedaço de evento tinha fogão à lenha, paçoca socada no pilão, café de cana e mais algumas iguarias da comida que faz o dia a dia do povo de beira de mar. Não dava pra não sentir a energia de aconchego que o lugar transmitia. O cheiro da lenha queimada, a prosa com moradores antigos que se reuniam ali e até mesmo toadas de folias e fandangos compunham um cenário que misturava o passado e o presente em um só lugar. Avôs e avós mostravam aos seus netos como era a cidade antigamente nas fotos coladas na parede, um altar para São Benedito estava montado para mostrar a devoção e os enfeites de palha e madeira deixavam a casa um lugar mágico. O fogão a lenha, feito de barro que ainda estava por secar nos primeiros dias virou atração turística em que mais velhos e mais jovens posavam para fotografias.


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Uma igrejinha montada com a mesma arquitetura deu abrigo ao santo padroeiro dos pescadores da cidade. O apóstolo do mar faz parte da história de Ubatuba e há quase cem anos é recebido com festa nessa época. Em troca das homenagens, o santo abençoa os anzóis e a pesca que ainda é fonte de renda de muitas famílias locais. Um mastro colorido com a figura de São Pedro e ritos religiosos fazem parte da festa desde o princípio. Os pescadores ofertavam antigamente as maiores tainhas pescadas ao padre da paróquia como agradecimento pela fartura da pescaria.

Em uma terra que ainda guarda o que de mais precioso um povo possui, a cultura tradicional ubatubana compareceu em peso para mostrar que as comunidades estão fortes, vivas e se reinventando a cada dia como forma de manter suas tradições. Dos quilombos às beiras das praias, Ubatuba é cercada de histórias e manifestações que se ocultam pelo turismo que só quer praia e sol. Aí vem a Festa de São Pedro e coloca no centro do palco apresentações que promovem e mostram ao público o que é o caiçara e como essa cultura é celebrada no cotidiano dos que vive ali, independente das temporadas. As raízes fincadas nas roças da beira-mar foram festejadas em todos os dias de evento e cada uma dessas apresentações expõem também os saberes que fazem a identidade dessa cidade.

Felipe Scapino

Felipe Scapino

Há um mundo de descobertas que independem de um dia ensolarado

Um registro importante: a alegria dos pescadores mais antigos homenageados em uma solenidade que cumpriu seu papel de lembrar a importância dos primeiros braços que remaram e lançaram redes naqueles mares. Ainda que, a retribuição aos mais velhos não se acaba no troféu e sim na possibilidade de fortalecer cada vez mais as tradições que eles começaram. No palco havia também jovens e crianças participantes das corridas de canoas e da procissão de barcos como forma de mostrar que o legado foi deixado e que vem aí uma nova geração de pessoas do mar e da serra.

Junho se vai com a melhor das despedidas, com o cheiro da lenha, da consertada (bebida caiçara feita com cachaça e especiarias) e do café que era coado a toda hora na casa caiçara. Depois de tantos dias intensos, conhecer pessoas, músicas, danças e sentir uma pouco mais a energia caiçara da cidade, a vontade que bate é de fazer com que mais pessoas saibam sobre essa riqueza que fica escondida depois da serra do mar ou no sertão dos bairros de Ubatuba. Há um mundo de descobertas que independem de um dia ensolarado. Esses novos saberes vêm com a gana de conhecer de uma forma diferente o país que habitamos.

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Salve São Pedro, São João e Santo Antônio. Nossos santos juninos que fazem esse mês ainda mais especial. Um salve especial para a Fundart – Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba, a Colônia Z10 de Pescadores, a Prefeitura e todo mundo que trabalhou para esse festejo lindo que aconteceu.