Martinho do Brasil

Entre as muitas influências da África, uma herança se fez maior. O Brasil foi presenteado com o ritmo do samba. E, dentre as diversas vertentes desse estilo, há músicos em estilos diferentes que fizeram e fazem a história desse ritmo que leva o nome do nosso país por onde passa.

E esse de quem vou falar agora, é um personagem relativamente jovem nessa trajetória, mas que já teve tempo suficiente de marcar seu nome e estilo se tornando inesquecível para as gerações dos nossos avós, pais e com certeza sua música continuará contemplando o futuro que vem por aí.

Assim como quase todo “bom brasileiro”, ele teve uma infância simples e jamais sonhava brilhar como aconteceu. Pulando a parte dos dados bibliográficos – (que você pode saber mais clicando aqui) – o que eu quero contar é que Martinho da Vila tornou-se em pouco tempo um dos maiores vendedores de discos do país.

Mas ele foi além da música e do samba. Martinho é autor de dez livros, onde alguns tratam da cultura africana e do movimento negro no Brasil – o qual ele é um dos maiores representantes. O músico se fez também durante muito tempo o elo que ligou nosso querido país a Angola resgatando e “religando” os pontos culturais entre eles.

Martinho cantou o Brasil, as mulheres, a vida e ao amor, cantou Noel Rosa, em escolas de samba e em botecos. Mais do que isso, encantou com sua música e seu samba, e segue a fazer os corações brasileiros batucarem seu ritmo por onde passa.

Martinho, em Disritmia

Para todas as mulheres

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Omelete à brasileira

Ele existe em diversos países e cada um com seu modo de fazer. Não se trata de um prato originalmente brasileiro, mas é algo muito consumido por aqui. Ou melhor dizendo, um prato que ganhou o toque “abrasileirado” e caiu no gosto do povo.

Aqui há dicionários que registram essa palavra como um substantivo masculino. Outros consideram os dois gêneros.  A omelete e o omelete. Bom, isso não importa. O que vale mesmo é aprender a fazer um prato simples e gostoso, podendo ser adaptado ao seu gosto e com ingredientes que você provavelmente encontrará no seu país.

Essa receita foi feita por uma das meninas que moram comigo. Há quem diga que na vida universitária não se come bem, ou então que a alimentação fica em segundo plano. Mas, isso é uma coisa que não acontece na minha república. Ao contrário, precisamos às vezes parar de cozinhar e consequentemente de comer os pratos que fazemos.

Paula Machado é fotógrafa e jornalista. Ela mora comigo aqui em Bauru. Ama cozinhar e fazer receitas impossíveis de parar de comer. Na verdade esse é um sério problema de quase todas as meninas da minha casa.

Ingredientes

3 ovos

3 colheres de sopa de leite

Sal e pimenta do reino a gosto

1 punhado de brócolis ou tomate cereja

Presunto e queijo fatiado (opcional)

Modo de Preparo

Em uma tigela quebre os ovos, adicione a água ou o leite e misture bem com o garfo. Tempere com o sal e com a pimenta do reino como preferir.

Leve uma frigideira com antiaderente em fogo médio. Assim que aquecer, coloque a manteiga e deixe derreter. Faça movimentos de vai e vem para que a manteiga se espalhe por toda a superfície.

Coloque os ovos e com a espátula vá empurre-os para o centro da frigideira. Isso faz com que eles fiquem mais macios e com uma borda de igual proporção. Repita esse processo até que o ovo não escorra mais para as pontas.

Quando não houver mais liquido, é a hora de colocar o recheio de sua preferencia. No caso do brócolis com presunto e queijo, é interessante mantê-lo mais um pouco em fogo baixo para que o queijo derreta dando um sabor especial.

“Não há uma língua portuguesa, há línguas em português”

Essa frase de José Saramago aparece no documentário “Línguas, vidas em português”. A produção feita em parceria com os países lusófonos apresenta um panorama do idioma falado por quase 300 milhões de pessoas no mundo todo e em cada lugar ganhou um toque peculiar.

Através de uma viagem por paisagens distintas e distantes umas das outras que apesar dos pesares se compreendem ao falar, o doc convida o espectador a pensar sobre a língua e suas influências no nosso modo de ser e estar no mundo.  Dirigido pelo moçambicano Victor Lopes, que mora há mais de 25 anos no Brasil, o filme retrata diferentes histórias de falantes do idioma. Personagens ilustres famosos ou não representados em seus “cotidianos” de saberes, crenças e costumes em cada continente em que se encontram.

Nas palavras do escritor de Moçambique Mia Couto, o idioma é evidenciado como “viajante” a descobrir novos lugares, ritmos e palavras a cada instante, em constante aprendizado e mudança.”No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas”

De onde veio a ideia

Bom, primeiro eu queria me apresentar quase que formalmente. Eu sou aluna do quarto ano de jornalismo da Unesp de Bauru. Mas eu vim de outra cidade, um pouco mais perto da capital do estado, mas nao o suficiente pra não ser chamada de interior.

Foi lá que eu nasci, de uma mistura bem brasileira. Mas, tudo começou longe de lá como vou contar.

Meus avós paternos são nordestinos descendentes de africanos. Mas não posso afirmar muita coisa, porque nem eles mesmo conheciam as suas origens. Só sabem que chegaram a São Paulo em busca de uma vida melhor e que aqui constituíram novas raízes. Não fizeram riqueza, mas fizeram uma grande família que por aqui ficou. E do lado da minha mãe, tenho um avô filho de italianos vindos na época do café. Ele se apaixonou por uma cabocla brasileira e que não se importou em perder herança e direitos por amor. E foi daí que nasceu a minha mãe.

Voltando ao Blog…

E passei o meu último semestre fazendo um intercâmbio em Mendoza – Argentina. O que isso tem a ver com o blog sobre cultura brasileira? Foi através dessa viagem que eu mesma “redescobri” o meu país.

Precisei estar longe para saber e até para me lembrar com mais frequência de quão vasto ele era e mais além, pra perceber o quanto eu gostava de explicar a história, a geografia, a culinária, a música e tantas outras coisinhas que me perguntavam e eu não hesitava em responder e em alongar a conversa para muitos outros assuntos. E foi mais ou menos dessas conversar informais que eu percebi o quanto gostava de fazer isso, e pensei: por que não tentar levar um pouco mais do meu país para aqueles que não o conhecem?

Acho que é realmente válido vivenciar um pouco de cada pedaço da cultura e dos costumes do país onde se está vivendo. E, ainda que seja por um curto tempo, levar consigo o dia-a-dia daquele povo. Saber o que é tradição, o que foi e é criado pela cultura popular. O que eu quero é fazer vocês “irem além” do que está escrito em guias de viagens, mudando o roteiro dos pontos turísticos principais e decobrindo coisas novas e singulares.