Mestre Lumumba convida para o 1º Chopp Reggae Festival em São Paulo

Durante os dias 11 e 12 de agosto, o Centro Cultural Butantã (CCB) em São Paulo irá receber o 1º Chopp Reggae Festival. O evento marca o lançamento do chopp e da cerveja artesanal afro-brasileira Otim’Bé e conta com a presença musical e ancestral de Mestre Lumumba junto com uma programação imperdível.

A realização é uma iniciativa da Irê Produções em parceria com o CCB e conta com o apoio cultural do Tambores Zé Benedito e da Otim’Bé Cerveja Artesanal.

Nesta primeira edição Mestre Lumumba convida grupos a ocupar o espaço independente do Centro Cultural Butantã, com seus os sonhos e realizações do hoje e o amanhã. A proposta é abrir um espaço mensal para encontro, celebração e e apresentação junto a grupos irmãos.

No sábado dia 11, às 22h o festival começa com intervenções e propostas cênicas com a Cia Os Crespos e em seguida de show o melhor do sambareggae com Mestre Lumumba e banda. A entrada para essa noite festiva será 20 reais com direito a um chopp Otim’ Bé. Domingo, a partir das 13h acontece a vivência de construção e toques de tambores com o mestre. Para participar é necessário fazer inscrição prévia nesse link: goo.gl/gHXayd

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Saiba mais sobre MESTRE LUMUMBA!
Benedito Luiz Amauro, (re)conhecido como Mestre Lumumba, filho do orixá Ogum, fez-se artista e ferramenteiro desde a juventude. Em 1973, com a expansão e crescente organização do Movimento Negro no Brasil formou em Campinas-SP, o Grupo de Teatro Evolução, que marcou a história do movimento negro brasileiro na contemporaneidade. Com mais de 50 anos de pesquisa dos ritmos da tradição afro ameríndia, Mestre Lumumba é referência em toques de tambores e interações estéticas interculturais. O disco Axó é o mais recente trabalho de Mestre Lumumba, gravado com a participação de Dinho Nascimento e produção de Beto Mendonça pelo Selo Pôr do Som. Axó é o melhor registro de seu trabalho, onde sincronizou suas poesias e os ritmos percussivos que domina. É um disco marcado pelo reggae com raízes brasileiras do interior de São Paulo, que usa da linguagem do culto dos orixás.

Serviço:

  • 1º Chopp Reggae Festival
  • Data: 11 e 12 de agosto de 2018
  • Local: Centro Cultural Butantã – Rua Corifeu de Azevedo Marques – 1882 – São Paulo-SP
  • Entrada: sábado 11-08 : R$20,00 (com 1 chopp) – domingo (12/08): R$10,00 – inscrição aqui: goo.gl/gHXayd
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Resistência e protagonismo quilombola marcaram o “Maio Negro”

No dia 12 de maio de 2018 aconteceu em Ubatuba, no quilombo da Caçandoca o evento “Maio Negro – Luta de Resistência Quilombola”. Articulado Associação da Comunidade dos Remanescentes do Quilombo da Caçandoca  e pelo Coletivo Afrobrasilidades, a iniciativa marcou a história do movimento negro no município, pontuando na data da “falsa abolição”, que ainda há muitos grilhões para se quebrar nesse país em que a cor da pele chega sempre primeiro.

Diversos núcleos familiares estiveram presentes, e das demais comunidades quilombola de Ubatuba e de Paraty-RJ. O dia de atividades começou com uma roda de conversa sobre a garantia dos direitos do povo quilombola que teve a participação de parceiros da área de justiça socioambiental.

Maio Negro contou com o apoio e parceria de diversas pessoas e entidades, e, aqui citamos agradecendo: Sabrina Diniz da Rede Nacional Advogados e Advogadas Populares, Jorge Gerônimo, vereador de Caçapava, o arqueólogo Clayton Galdino, Santiago Bernades, Fabio Martins, Gilberto Sousa da Associação dos Geógrafos do Brasil, Julia Marin Ass. do Deputado Carlos Neder, Neimar Lourenço da Conaq; O evento contou com o apoio da APPRU, do Djalma Oliveira Rancho, de Josué Menor da Regional Sul, do Projeto Guaiamum, do Fórum de Comunidades Tradicionais.

Durante a parte da tarde, atividades culturais preencheram o dia de luta que ficou marcado na história de Ubatuba. Capoeira, maracatu, atividades com as crianças e muita prosa e trocas aconteceram. Organizado às pressas, o evento conseguiu obter sucesso de público e, mais do que isso, de articular diversas comunidades quilombolas e o povo negro de Ubatuba.

Fotos: Júnior Machado

A importância de marcar a luta quilombola nesse dia histórico em Ubatuba se dá também pelo histórico escravista que o município possui e pouco é falado sobre isso. Também não há políticas públicas e culturais direcionadas ao povo negro e articulações como essa mostram a força da sociedade em mobilizar grande número de pessoas e concretizar o evento.

A organização agradece cada parceiro que esteve presente e que contribuiu para que a luta do povo negro não seja invisibilizada.

 

Carta de Repúdio ao black face no Festival de Marchinhas de Ubatuba

O Coletivo Afrobrasilidades – Articulação Negra de Ubatuba – vem por meio desta carta apresentar sua indignação e repúdio ao black face apresentado pelos artistas Julio Mendes e Claudia Gil durante o Festival de Marchinhas Carnavalescas de 2018. A apresentação de duas músicas, pela dupla, inscritas no evento contou com essa “performance” historicamente opressora e racista e, como se não bastasse, o corpo de jurados do festival  premiou  uma delas como melhor fantasia dentre as demais apresentadas.

Diante de tal situação, que mais uma vez coloca o negro enquanto ser ridicularizado, como elemento à margem da sociedade, carregado de chacota, estereótipos e demais estigmas de um país que viveu séculos de escravidão, nós, ativistas desse movimento negro, nos colocamos perante a Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba – FundArt e à esses artistas para evidenciar que tal ato é violento.

Qualquer tipo de coisa que venha menosprezar a raça negra ou que possa ser caracterizado injúria racial são crimes previstos em nossa legislação (Lei nº 7.716/89).

Amparados pela Constituição Brasileira que prevê pena de reclusão por atos racistas, exigimos que tal prêmio seja revisto e retirado pela FundArt, além de retratação pública por parte dos artistas em questão e do poder público.

Reconhecemos, enquanto coletivo negro, os trabalhos culturais realizados pela FundArt e sabemos da notória importância de Julio Mendes e Claudia Gil no cenário artístico de Ubatuba, principalmente no que tange a cultura caiçara, no entanto, por mais que o uso da blackface possa não ter, nesse caso, a intenção de rebaixar ou ofender ninguém, não quer dizer que não o faça. Ademais, quando se trata do órgão gestor da cultura no município, combater esse tipo de manifestação racista, por essência, deve fazer parte de sua política cultural cotidiana, por isso, nosso questionamento se encontra também no fato de que até o atual momento a mesma ainda não se posicionou.

Para maiores informações, nos colocamos a disposição para falar abertamente sobre o assunto com local, data e horário a ser definido em comum acordo entre o coletivo, os gestores da FundArt e artistas que se apresentaram. Queremos, mais do que tudo, ampliar os olhares e promover a compreensão sobre as questões ligadas à luta do movimento negro dentro e fora do espaço artístico, para assim, contribuir também com a arte e cultura local.

Vale ressaltar que o objetivo original do black face era não somente a humilhação do ser negro através de uma caricatura exagerada, mas também impossibilitar que indivíduos negros fossem capazes de representar a si mesmos, sendo uma forma pouco sutil e muito eficaz de manter atores negros longe dos palcos. O black face retrata de maneira esdrúxula o indivíduo negro, com reforço de estereótipos criados e perpetuados pelo homem branco, numa tentativa de padronização dos nossos corpos, dos nossos cabelos e da nossa pele.

Quando trazemos esse contexto para o cenário brasileiro e fazemos uma analogia à personagem carnavalesca Nega Maluca temos um agravante na história: a caricatura de uma mulher negra, hiperssexualizada, encarada como moeda de troca para o turismo sexual. O black face dos Estados Unidos reforça o estereótipo do negro ridicularizado, a Nega Maluca do Brasil reforça o estereótipo da “mulata exportação”.

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De acordo com o site “History of Black face”, o blackface começou quando homens brancos se caracterizavam de homens negros escravos ou livres durante a era dos shows dos menestréis (1830-1890) e essas caricaturas tornaram-se fixas no imaginário americano reforçando estereótipos. Por conta disso, essa carta tem como objetivo repudiar toda e qualquer ação difamatória, opressora e que reforce o maior crime já praticado contra a humanidade: a escravidão.

Sabemos da possibilidade do blackface invocando às tradições circenses, onde a “máscara” já foi muito utilizada, no entanto temos que considerar que historicamente ela faz parte de um conjunto de mecanismos que tinham por intuito tão somente inferiorizar a figura do negro e tal intuito não mudou ao longo do tempo. Em muitos casos, além da pintura na face, acentuavam-se os lábios do ator e dessa forma comediantes levavam plateias brancas e aristocráticas ao delírio. As peças eram geralmente de chacota e o foco da risada: o personagem “negro” e o público alvo: sulistas estadunidenses em sua maioria, ex escravistas.

Julio Mendes é professor de Matemática, na Escola Estadual Maria Alice Alves Pereira, e justamente por sua trajetória acreditamos que deva ponderar tal prêmio, pois ainda que sem intenção cometeu uma ação ofensiva que reforça práticas racistas corriqueiras. O Blackface é uma atitude que ofende, subjuga, recoloca o negro em um lugar passível de ridicularização que é anacrônico, pois vivemos um momento de reivindicações e de conquistas – na contemporaneidade não há lugar para essa forma de estética.

Vale lembrar que o preceito fundamental da liberdade de expressão não consagra o “direito à incitação do racismo”. O negro e/ou a negra não são fantasia!

De 1989 para cá, outras leis importantes na luta contra o preconceito racial foram criadas no Brasil, como o Estatuto da Igualdade Racial (2010) (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm) e a Lei de Cotas (2012) (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm).

Estamos no aguardo de um posicionamento oficial.

Coletivo Afrobrasilidades – Articulação Negra de Ubatuba

15 de fevereiro de 2018

Carta redigida coletivamente por integrantes do movimento negro de Ubatuba e protocolada hoje, dia 15 de fevereiro na Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba. 

Conheça a Nhandereko, Rede de Turismo de Base Comunitária do Fórum de Comunidades Tradicionais

A Rede de Turismo de Base Comunitária avança e se consolida cada vez mais no território como uma ferramenta de luta de pessoas e comunidades tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba

Poder contar sua verdadeira história e realidade, criar redes, fortalecer, gerar renda, empoderar e promover cada vez mais um novo olhar para o turismo de uma das regiões mais bonitas do Brasil. Mostrar que além das paisagens exuberantes, há comunidades tradicionais, saberes ancestrais, povo lutando em busca de garantir seus direitos ao território, cultura, educação e educação, sobretudo, pelo direito de continuar seus modos de vida em cada local. É NÚMERO DO NÚMERO DO NÚMERO DE DIREITOS DA BASE NA COMUNICAÇÃO DE COMUNICAÇÕES COMUNICADAS (FCT) Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba.

Uma Rede de comunidades envolvidas com o TBC é antiga, como primeiras iniciativas são de 2003. A partir de 2016 por meio da realização dos Partilhas em Turismo de Base Comunitária, diversas ações de colocações em andamento nas comunidades articuladas pelo Fórum de Comunidades Tradicionais – FCT , que passaram a se encontrar e compartilhe suas vidas dentro do turismo. Inicialmente com apoio da Fiocruz através do Observatório dos Territórios Sustentáveis ​​e Saudáveis ​​da Bocaina (OTSS), 17 comunidades dos três municípios passaram a se articular com mais frequência.

 “O TBC é uma possibilidade de resistência no território, faz com que uma comunidade pode se olhar”, pontua Maria Guadalupe da comunidade caiçara de Trindade (RJ). A iniciativa, reúne diversas comunidades, empreendimentos coletivos, indivíduos e familiares e consolida de maneira intensa sem audiência, e é patrocinado por comunidades da região como uma ferramenta de luta contra uma defesa de seus direitos.

 Em 2017, uma ideia de criar uma central de comercialização de produtos e serviços em turismo de base comunitária da Rede, como estratégia para ampliar sua capacidade comercial e de comunicação, conquistou um prêmio do DESAFIO BIG. O apoio permitiu continuar o processo de discussão e aprofundamento dos conceitos, estabelecer uma base para o funcionamento da Rede, bem como construir uma proposta coletiva de modelo para negócios para Central. Também faz parte dos objetivos do projeto: criar um site, inclusive o carteira on-line, produtos e serviços oferecidos por três comunidades (Trindade, São Gonçalo e Campinho) e realizar testes de teste na parceria com agências de turismo.

 A partir dos resultados do processo, foi possível também, mobilizar o apoio da Prefeitura Municipal de Paraty e da APA Cairuçu para as oficinas de formação.

 Três oficinas foram propostas pelo projeto – em cada uma das comunidades citadas acima – e dentre estas atividades, como Trindade e São Gonçalo já foram realizadas. Confira na sequência, registros dos momentos de intercâmbio, fortalecimento e construção dos princípios de irão nortear a rede Nhandereko.

 Luta e formação na construção coletiva dos princípios e conceitos do TBC

 “O TBC pra gente hoje é auto-reconhecimento da cultura, das nossas tradições, coisas que funcionam perdidas ao longo do tempo e turismo de base comunitária vem resgatar isso dentro da comunidade”, destaca Vaguinho liderança da comunidade caiçara de São Gonçalo em Paraty ( RJ). Como oficinas para uma criação e consolidação da Rede Nhandereko tem como uma proposta de criação de empreendimentos como lideranças e propiciações para um parto de conhecimentos, nos quais são princípios e conceitos são alinhados.

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 Segundo ele, o TBC promove sobretudo o fortalecimento da luta dentro do território e geração de renda. “Mas mais do que tudo representam uma preservação da nossa tradicionalidade ao longo dos anos vem sendo consumado pelo turismo de massa no município de Paraty e nas comunidades tradicionais”, completa. Como oficinas promovem o encontro de cerca de 25 comunidades de 12 comunidades envolvidas não processam a construção coletiva de diretrizes, sonhos e planos para rede de TBC.
Na Oficina em São Gonçalo além de vivenciar e levantar elementos para roteirrização de produto, o grupo de discussão para o modelo de negócios mais adequado para a central de comercialização, o conceito de governança local, como uma democracia interna, uma comunicação e participação. Como atividades do projeto buscam, sobretudo, fortalecer o protagonismo das associações locais, por exemplo, da Associação de Moradores de São Gonçalo.
Turismo de Base Comunitária e nosso jeito de ser

“A identidade é o sentido de se reconquistador, é a nossa identificação como indígena. Esse é o modo de fazer como coisas, esse é o modo de ser indígena. Nas comunidades tradicionais são sua cultura e seu modo de ser, é uma identidade cultural de todos “, pontua Júlio da aldeia Sapukai de Angra dos Reis. Nhandereko é uma palavra Guarani e seu documento explicativo com precisão o que queremos compartilhar com os visitantes: “o nosso modo de ser”.

O roteiro e os saberes de Trindade

Na comunidade caiçara de Trindade durante os dias 3 e 4 de outubro aconteceu a oficina com objetivo de impulsionar a criação de princípios, conceitos e diretrizes da rede. Os comunitários do FCT experimentaram durante os dois dias de evento o roteiro de turismo de base, disponibilizados por trindadeiros que receberam caiçaras, indígenas e quilombolas de diversas comunidades dos três municípios.

A oficina teve início na Sede da Associação dos Moradores de Trindade (AMOT) e logo em seguida, os participantes seguiram até o Rancho da Associação de Barqueiros de Trindade (ABAT), na Praia do Meio. De lá tomaram o barco para visitar e conhecer o cerco flutuante, podendo aprender mais sobre uma lida de pescadores locais que mantêm uma tradição da pesca artesanal.

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 A visita foi finalizada com um passeio pela piscina natural da Praia do Caixadaço de um almoço com uma culinária tradicional local. Na parte da tarde, o roteiro foi concluído com uma roda de conversa com os trindadeiros Dário, Robson e senhor Vitor, considerado o último mestre canoeiro da comunidade. O mestre e os mais jovens iniciaram uma roda de conversa, trazendo contos e causos da comunidade. Relatos do período em que o era local habitado pelos indígenas, uma história do nome desse lugar, uma luta dos trindadeiros para manter seu território e muitos outros momentos históricos e marcantes de Trindade foram compartilhados com os presentes.

“Eu notei uma simplificação com o nosso Quilombo, pois há algumas famílias que não são abandonadas ou locais, uma força da resistência”, comenta Marilda, liderança do Quilombo Santa Rita do Bracuí, de Angra dos Reis sobre uma permanência e luta dos trindadeiros na comunidade. “Uma organização comunitária, um união, uma visita ao cerco, o feitio do remo, uma vivência toda”.

Fonte: Comunicação Popular FCT-  Preservar é Resistir

Confira a Programação da Festa do Fandango Caiçara de Ubatuba

O Grupo Fandango Caiçara de Ubatuba por meio do Projeto “Ô de Casa: Mobilização, Articulação e Salvaguarda do Fandango Caiçara” Iphan-MinC apresenta a Festa do Fandango Caiçara de Ubatuba, que acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de dezembro no Sobradão do Porto e na comunidade caiçara da Barra Seca.

O evento faz parte das ações que marcam os 5 anos do registro do Fandango Caiçara como patrimônio cultural brasileiro. Fará parte também da programação a eleição dos membros que irão compor o Comitê Consolidado da Salvaguarda do Fandango.

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Em Ubatuba a Festa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, FundArt, da AARCCA, Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), Observatório dos Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), Instituto Argonauta, Rochinha do Basquete, Comtur e Instituto Bacuri.

Oficinas, apresentações, rodas de conversa e muitas outras atividades fazem parte da programação e todas as atividades do evento são abertas e gratuitas.

A organização informa que para os moradores da região norte de Ubatuba haverá uma linha extra de ônibus VerdeBus saindo às 2h da manhã.

Confira abaixo a programação!

8 de dezembro – sexta-feira
Sobradão do Porto
10h Abertura das exposições
11h – Oficinas
15h – Roda de conversa
17h – Lançamento da Campanha do FCT+10 – Fórum de Comunidades Tradicionais – Angra, Paraty e Ubatuba
19h30 – Abertura oficial com a Folia do Divino de Ubatuba
Encontro de contadores de causos
20h – Apresentação dos grupos de dança
22h- Baile

9 de dezembro – sábado
Praia da Barra Seca
10h – Vivência da canoa caiçara – “Ato pela salvaguarda da canoa caiçara”

Sobradão do Porto
14h00 Reunião do Comitê Provisório de Salvaguarda do Fandango Caiçara (IPHAN)
16h30 Reunião do Comitê Gestor Permanente

20h – Apresentação dos grupos de dança
22h – Baile

10 de dezembro – domingo
Sobradão do Porto
11h – Oficinas
12h – Almoço de encerramento com fandango

Minha beleza negra: cabelo, percussão e autoestima fizeram a abertura da Semana Negra Namaskar

Da cabeça ao coração: oficina de cuidados para os cabelos afro e percussão afro-brasileira fizeram a programação do primeiro dia da Semana Negra Namaskar. O evento organizado por educadoras do projeto vai trazer entre os dias 26 a 2 de dezembro diversas atividades como forma de trabalhar a importância da semana e do mês da Consciência Negra no Brasil.

Autoestima: encontro com a beleza que mora em mim 

A manhã  do dia 26 de novembro começou com uma roda de conversa com Sá Ollebar e Luara Oliveira, mulheres negras, que, atualmente trabalham com moda e beleza negra. Crianças, adolescentes e mulheres negras do Sesmaria e de outros bairros da cidade estiveram presente ouvindo e compartilhando relatos sobre seus cabelos.

Em seguida, o galão de oficinas do projeto se transformou num salão de beleza (negra) e as duas começaram a cuidar e ensinar como se cuida das cabeças crespas e cacheadas que estavam presentes. As meninas mais novas, eufóricas com os aprendizados, puderam conhecer mais sobre a própria beleza num encontro mágico. Um dos resultados mais emocionantes da manhã: duas meninas do projeto cortaram as pontas alisadas do cabelo em transição – assumindo os crespos reais das suas cabeças. Muitas outras saíram mais que realizadas ouvindo e vivendo esse momento.

Fitagem, hidratação, nutrição, receitas caseiras e muitas outras formas de cuidados com o cabelo crespo e cacheado foram ensinadas por elas. Tudo aquilo que não se vê ou se aprende com a mídia ou com cosméticos que pouco valorizam a beleza negra e a falta de incentivo por conta dos padrões de beleza que predominam num Brasil  negro (apesar de negar) foi falado e apontado por essa mulheres como fatores que diminuem a autoestima e fazem com que grande parte dos crespos sejam alisados.

Luara e Sá mostraram para as mulheres e homens presentes que precisamos, sobretudo, aprender a cuidar dos nossos crespos, além de amar e compreender que levantar o black é também um ato de resistência e de luta contra o racismo no Brasil.

De onde vem os tambores?

Na parte da tarde, o projeto se encheu para receber a educadora e percussionista Jamila Prata promoveu uma oficina de ritmos afro-brasileiros. Revesando nos instrumentos, as crianças, jovens e adultos presentes puderam aprender um pouco sobre o afoxé, o samba e o samba-reggae.

Jamila aproximou a África e o Brasil, contando sobre história e a origem dos tambores e suas diversas formas de habitarem essa terra e a importância de resgatarmos a nossa ancestralidade em cada manifestação cultural que conhecermos e/ou vivenciarmos.

As crianças e jovens batucaram, mostrando também seus conhecimentos anteriores de música (pois fazem a oficina Ubatuque com o prof. Dutra no projeto) e Jamila conduziu um momento cheio de animação e aprendizado.

A programação da Semana Negra Namaskar continua, confira abaixo e participe!

CARTAZ NAMASKAR

Cia. Benedita na Estrada se apresenta em Ubatuba neste fim de semana!

Três espetáculos diferentes serão apresentados neste final de semana em Ubatuba. A Cia. Benedita na Estrada desembarca nesta sexta-feira e a primeira apresentação, a obra “Diversifica – histórias e brincadeiras pra gente ser quem é” será realizada no Campinho da Ressaca, às 18h30 e conta com a contribuição consciente no chapéu.

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Sábado, dia 11 de novembro, o espetáculo “A Volta do Mundo é Grande” será apresentado no Shabda Om. Os ingressos serão vendidos por 10 reais (inteira) e 5 reais a meia entrada.

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Domingo, dia 12 de novembro, quem recebe a companhia é o projeto Gaiato, no Ipiranguinha. A apresentação será aberta ao público e também conta com a contribuição consciente no chapéu.

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